Correio B

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Preconceito, negritude e afrofuturismo

Maria Carol, Diogo Almeida e Romilda Pizani falam sobre três temas relacionados ao feriado de hoje

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A cidade morena é um território negro 
construído a partir de corpos retintos 
e benzido pelas ervas que fizeram 
morada nas mãos da tia Eva. 
Povoada de gente com pele em tons terrosos: 
enegrecer a história é permitir 
que Campo Grande se torne ainda maior.

“O racismo brasileiro é um crime perfeito, Kabengele Munanga expõe, pois há a culpabilização da vítima, alegando que se está vendo coisa onde não tem. Além disso, frequentemente o racismo velado é desconsiderado, e o racismo estrutural é utilizado como forma de não se responsabilizar.

Conceição Evaristo, na construção de sua literatura afro-brasileira, ao criar o termo ‘escrevivências’, dá destaque para as experiências e as violências enfrentadas pelo povo negro. Assim como a literatura tem sido um aparato para a exposição do preconceito racial, a academia tem produzido constantes discussões sobre a racialização, como o que Cida Bento aponta enquanto pacto da branquitude. Um pacto não verbalizado entre pessoas brancas para a manutenção de seus privilégios, excluindo quem destoa desse grupo de iguais, fator que influencia na perpetuação das desigualdades.

Lélia Gonzalez diz que ‘falar do Brasil, antes de tudo, é falar do segundo país com a maior população negra depois da Nigéria. É falar de um país que, apesar das tentativas ao contrário, é culturalmente negro’. Ao reforçar que o Brasil é culturalmente negro, Lélia fala sobre a construção da música, da dança e da linguagem a partir da influência direta dos elementos africanos, salientando que, mesmo com a tentativa de embranquecimento da população negra, há a resistência em manter a história 
e a cultura do povo preto vivo.

Em uma decisão histórica, o Dia da Consciência Negra passa a ser feriado nacional, fazendo com que o Mato Grosso do Sul acate ao feriado somente por intermédio de lei federal, reiterando, assim, a necessidade de um compromisso social em prol do enfrentamento ao racismo e da valorização da ancestralidade negra, seja no 20 de Novembro, seja nos demais dias”.

Maria Carol, 26 anos, nascida em Presidente Prudente (SP) 
e residente em Campo Grande, é psicóloga, escritora e faz pesquisa de mestrado na UFMS sobre o tema “Escrevivência de Mulheres Negras como Ferramenta de Enfrentamento ao Racismo”

“Quando a gente fala em negritude, não tem como não pensar na nossa ancestralidade, nos que vieram antes da gente. 

É muito importante investigarmos sobre a nossa ancestralidade, porque, quando a gente passa a ter esse conhecimento, isso nos abastece para o nosso aqui e agora, o nosso trabalho, para a vida pessoal e para o nosso posicionamento. Negritude é entender e valorizar as nossas origens e, no aqui e agora, trabalhar em prol disso. Não esquecer de onde viemos, das dificuldades que tivemos para chegar até aqui, e trilhar caminhos que tragam outras pessoas com a gente. Pessoas que talvez não tenham o mesmo engajamento ou o mesmo estudo ou as referências que tivemos para ocupar esse espaço que a gente está ocupando. Abrir caminhos como muitos abriram para mim.

Muitos atores pretos e atrizes pretas abriram caminho para que eu pudesse chegar. O que eu defendo e venho pensando nesse momento de protagonismo é ser também espelho de outros atores pretos e atrizes pretas, ser uma referência assim como tenho as minhas referências para que eles possam também seguir abrindo caminhos e a gente possa seguir evoluindo. É uma palavra muito forte: negritude. É potência, é representatividade, é protagonismo, é protagonismo preto o que a gente está vivendo aqui e agora. Se valorizar e tomar conta do que nos pertence. 

Ficamos muito tempo em um lugar de não pertencimento. A gente não se via, não se enxergava na TV, no teatro, no cinema, e tinha a sensação de não pertencer, de não poder, de não poder ocupar esse lugar. Hoje a gente já ocupa esse lugar. Temos muito o que evoluir. Muito, muito, muito ainda. Ainda existem limitações.
Hoje esse espaço nos é dado por nossa capacidade, sim. 

Mas também porque o sistema entendeu que, se não abrir para a gente chegar, eles vão perder. Porque a gente está cada vez mais interessado no que é de verdade, na história verdadeira, e não na história que nos foi contada quando a gente era criança. E a história verdadeira é essa que tentaram apagar em muitos momentos. Fiz uma novela [‘Amor Perfeito’, veiculada pela Globo de março a setembro de 2023] em que eu era um médico. E quando comecei a fazer essa novela, as pessoas falavam “mas um médico preto?! Um médico preto nessa época, década de 1930, 1940? Estão inventando isso’. A gente não inventou nada: foi realizada uma pesquisa, e inclusive em Salvador, em Minas Gerais, tínhamos médicos pretos. E até mais do que hoje em dia”.

Diogo Almeida, 39 anos, nascido no Rio de Janeiro (RJ), 
é psicólogo e escritor e ator desde os 11 anos, esteve em 
Campo Grande no início deste mês integrando o júri oficial 
do Festival Curta Campo Grande – Curta MS

“Sankofa é um símbolo da lembrança da história afro-americana e afro-brasileira que recorda os erros do passado para que eles não sejam cometidos novamente. Ensinaria a possibilidade de voltar no tempo, de retornar às nossas raízes e, desse modo, de realizar o nosso potencial, para assim realmente avançarmos. O afrofuturismo surge entre 1940 e 1960, período em que se inicia a discussão dessa terminologia. Porém, foi em 1994, graças ao crítico cultural Mark Dery, que o termo veio à baila. 

No ensaio ‘Black to the Future’, ele defende que a pessoa negra também tem muito o que falar a respeito da tecnologia e da cultura que estão por vir.

Nas últimas duas décadas, podemos ver a ressignificação da palavra e, portanto, do significado de Sankofa a partir do afrofuturismo. Conseguimos vê-lo a partir de audiovisuais com pessoas negras protagonizando, mostrando o seu talento, seja como atores e atrizes, seja como diretores e roteiristas, seja como jovens oriundos de lugares totalmente improváveis vencendo concursos de química e física. Não podemos nos esquecer de o quanto a Lei Federal nº 10.639/2003 fortalece esse movimento de ampliar horizontes a partir do conhecimento, que também perpassa pelas culturas das religiões de matrizes africanas.

O afrofuturismo também está no bloco afro carnavalesco Ilê Aiyê, de Salvador (BA), que neste ano completou 50 anos de luta e resistência e que surgiu para romper com o racismo. 

Em 1980, ocorreu o primeiro concurso oficial Beleza Negra, organizado pelo Ilê Aiyê, que tem realizado ações que tanto transformam vidas negras quanto a sociedade soteropolitana, no Brasil e no mundo.

Em Campo Grande e em todo o estado de Mato Grosso do Sul, ações afrofuturistas já acontecem há muito tempo. É neste cenário que, em 1985, nasce o Grupo Tez – Trabalho e Estudos Zumbi, pioneira instituição que foi fundada em MS para pautar as questões raciais negras e que tem como eixo principal a educação. 
É importante ressaltar que o autor da Lei Federal nº 10.639/2003, Ben-Hur Ferreira, é um dos fundadores do grupo. Foi a partir do Grupo Tez que tivemos, entre outras ações, o 1º Seminário Quilombolas da Região Centro-Oeste e, do mesmo modo, o primeiro cursinho pré-vestibular para negros e pessoas carentes, proposta que foi usada como modelo em um dos governos locais.

O coletivo Mulheres Negras Raimunda Luzia de Brito desenvolve vários trabalhos voltados para as mulheres negras e é pioneiro em fortalecer o empreendedorismo negro, a partir da Feira Afro. Os coletivos mais recentes – Afro Gueto, Hip Hop, Farofa com Dendê, MNU-CG, Coletivo Geni, Grupo Filhos de Jamaica, Coletivo Beleza Negra, Mercado Sankofa, Projeto Alma Negra, Coletivo Enegrecer, etc. – trazem a conscientização e a oportunidade de sonhar a partir da música, da dança, do teatro, da capoeira e do audiovisual. Todo esse movimento acontece porque esses coletivos trazem na essência a sua história e a importância de tê-la sempre consigo, apresentando às pessoas um mundo de possibilidades – mundo esse que se torna mais e mais possível a cada dia, mesmo que para isso ainda haja muita luta”.

Romilda Pizani, 47 anos, nascida em Campo Grande, é educadora social, apresentadora, atriz e locutora; além de atuar em “Enigmas no Rolê”, primeiro longa de MS dirigido por um negro (Ulísver Silva), vai lançar em 2025 o livro “Olha pra Mim”

Saúde

Médica da Capital dá dicas sobre como ter um envelhecimento saudável

"Um envelhecimento bem-sucedido está baseado em procurar o geriatra na quarta ou quinta década de vida", defende a médica Maria Fernanda Guerini, que preside a seção regional da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

03/04/2025 10h30

A geriatra Maria Fernanda Guerini:

A geriatra Maria Fernanda Guerini: "Quero mostrar que envelhecer é natural e pode ser muito bom" Divulgação

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A geriatria é a especialidade médica que cuida das doenças associadas ao processo de envelhecimento. “Frente ao envelhecimento populacional, é uma especialidade fundamental para dar assistência a uma parte do processo de envelhecer”, afirma a médica paulista, radicada em Campo Grande, Maria Fernanda Guerini, de 38 anos.

Autoridade no assunto, a médica defende uma abordagem diferenciada da área médica que escolheu para se especializar, envolvendo o histórico e a biografia do paciente, assim como um diálogo intenso e permanente com familiares e cuidadores, e a recomendação para que as consultas com o geriatra façam parte da rotina de qualquer pessoa bem antes do que se imagina, já na casa dos 40 anos.

“Temos uma mudança de constituição corporal que se inicia aos 35 anos, e não tenho que te dizer que muda para melhor, pois não muda. Iniciamos nossa perda progressiva de massa muscular, e entender isso aos 40, 50 anos, pode mudar o seu 60+”, explica a médica, que preside a regional sul-mato-grossense da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) e representa o Estado no congresso que a entidade realiza de hoje até sábado, em Belo Horizonte (MG).

Maria Fernanda graduou-se pela Faculdade de Medicina de Marília (SP), com residência no Hospital Israelita Albert Einstein (SP) e fellow (treinamento, aperfeiçoamento e especialização) em distúrbios cognitivos associado ao envelhecimento na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Ela é casada com o radiologista Alexandre Curado Sobral Costa, com quem teve os gêmeos Maria Alice e Otávio, de seis anos, e conversou com o Correio B sobre o congresso da SBGG e envelhecimento saudável. Confira a seguir.

Como será a sua participação no Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia?

Como sou presidente da regional da SBGG, vou representar o estado de Mato Grosso do Sul em uma mesa redonda sobre Atualizações sobre Cognição e Distúrbios do Sono, com grandes nomes da geriatria e da neurologia. Estou animadíssima.

Como se pode definir a geriatria? 

É a especialidade médica que cuida das doenças associadas ao processo de envelhecimento. Frente ao envelhecimento populacional, é uma especialidade fundamental para dar assistência a uma parte do processo de envelhecer. Tem como bases as grandes síndromes geriátricas, as cinco Is: instabilidade para caminhar e quedas, incontinências, insuficiência cognitiva [demências], iatrogenias [efeitos colaterais de medicamentos ou tratamentos] e imobilidade [ficar acamado].

Todos esses processos envolvem pessoas que envelheceram e adoeceram no meio da sua caminhada e evoluíram com condições que tiraram de alguma forma sua independência ou autonomia. Claro, todos podem estar suscetíveis às doenças, mas hoje eu vejo a importância de se preparar para envelhecer. Acredito que hoje o caminho para se ter um envelhecimento bem-sucedido está baseado em procurar o geriatra antes dos 60 anos, talvez na quarta ou quinta década de vida, para atuarmos em hábitos modificáveis. 

O que seria um envelhecimento bem-sucedido?

Seria aquele em que, mesmo com doenças crônicas controladas, a pessoa passa os anos mantendo sua independência e autonomia, ou seja, a capacidade de cuidar de si e de tomar decisões por si mesmo. E essa ideia não tem relação com um número de idade específico.

O que traz de diferencial na sua abordagem da geriatria?

Minha abordagem envolve um atendimento que aborda os pilares de um envelhecimento bem-sucedido. Envolve falar sobre saúde física, saúde mental, cognição, capacidade funcional, estilo de vida e seus hábitos e histórico de doenças crônicas. Além disso, envolve o histórico e a biografia dessa pessoa, quem ela é, quem ela foi quando mais jovem e com quem ela se relaciona e quem está ao lado dela, pois tudo isso faz muita diferença em como vou elaborar o plano de cuidados. Outro diferencial da consulta é acolher os familiares e cuidadores, que são muitas vezes a parte das mãos, braços e pensamentos da pessoa idosa e também têm que estar envolvidos no cuidado.

A partir da perspectiva da geriatria contemporânea, o que pode e o que não pode o homem ou a mulher com mais de 50 anos?

O que pode ou não pode?... [risos]. Vamos lá, o que o não pode é achar que a genética é majoritariamente responsável por determinar sua forma de envelhecer. Ela corresponde a menos de 20% do processo. Os outros mais de 80% são suas escolhas, hábitos, o que você come, quanto você se movimenta ou o quanto você maneja seu estresse. Durante a consulta, tento mostrar para o paciente que ele é o protagonista do seu cuidado.

Para a maioria das pessoas, ainda parece estranho encarar o geriatra antes dos 40 anos? 

Eu acredito, sim, que uma pessoa com 40 anos deva passar pelo geriatra para entender o processo que o seu corpo está passando e vai passar. Temos uma mudança de constituição corporal que se inicia aos 35 anos, e não tenho que te dizer que muda para melhor, pois não muda. É quando iniciamos nossa perda progressiva de massa muscular, e entender isso aos 40, 50 anos, pode mudar seu 60+. Para as mulheres, esse processo é somado à menopausa, que somada às mudanças hormonais e às da constituição corporal, pode sim aumentar riscos de doenças.

Acredito que temos medo daquilo que não conhecemos. Talvez essa falta de conhecimento com o que acontece com nosso corpo com o passar dos anos seja um dos responsáveis pelo, entre aspas, medo de envelhecer. Ou talvez exemplos de envelhecimentos marcados pela dependência, doenças e limitações sejam mais comuns para a realidade brasileira. Isso seria uma das causas do etarismo ou do estigma da imagem da pessoa idosa como dependente e frágil.

Você tem se destacado ao trazer esses tópicos de um modo bem fundamento e prático. Mas como convencer as pessoas de que é necessário cuidar da, digamos, velhice anterior?

Por isso tenho como missão levar o assunto envelhecimento ao máximo de espaços possíveis, com informações de qualidade e baseadas em evidências científicas, para que mais pessoas entendam o mais cedo possível que é possível envelhecer bem, sem incapacidades e com qualidade de vida. Quero mostrar que envelhecer é natural e pode ser muito bom. Aprendo muito com meus pacientes diariamente.

O congresso: de casas inteligentes a novidades sobre demências

De hoje até este sábado, o 24º Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia (CBGG), principal evento da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), desenvolve o tema Envelhecimento e Tecnologia: Uma Parceria Entre Gerações, com discussões sobre o impacto da tecnologia na saúde, na assistência, na vida das pessoas idosas e na sociedade como um todo. Realizado no Minas Centro, em Belo Horizonte (MG), o congresso reunirá mais de quatro mil participantes.

De acordo com o geriatra e presidente da SBGG, Marco Túlio Cintra, o CBGG contará com as principais referências de cada área, incluindo palestrantes internacionais, que proporcionarão uma verdadeira imersão em diferentes temas relacionados à tecnologia e ao envelhecimento. “Tudo foi planejado com o máximo cuidado para que os visitantes possam ter a melhor experiência possível e, principalmente, adquirirem esse conhecimento fundamental”, explica.

Mais de 250 temas serão abordados, entre eles as inovações tecnológicas, que têm desempenhado um papel fundamental na melhoria da qualidade de vida da pessoa idosa, especialmente no que se refere às smarthomes, as chamadas casas inteligentes, e aos avanços no tratamento de condições como osteoporose, diabetes e obesidade. “Essas casas oferecem soluções que aumentam a segurança, a autonomia e o conforto dos idosos, pois dispositivos como fechaduras inteligentes e câmeras de segurança permitem que o morador controle elementos-chave da casa pelo smartphone, garantindo mais tranquilidade aos idosos e os familiares”, comenta a geriatra e diretora da SBGG, Alessandra Tieppo, ao explicar que os sensores de movimento, os detectores de fumaça e os sistemas de monitoramento de saúde integrados podem alertar cuidadores e familiares sobre qualquer problema. “Projetos-pilotos, como o uso de assistentes virtuais para melhorar a assistência domiciliar, têm sido implementados com sucesso, destacando a tendência de integração tecnológica nos cuidados com os idosos”, frisa.

Em relação às novidades nos tratamentos de osteoporose e diabetes, dra. Alessandra revela que estudos recentes indicam que medicamentos como a semaglutida, utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e obesidade, podem estar associados à perda óssea, por conta da rápida perda de peso. No entanto, segundo ela, não há evidências conclusivas de que esses medicamentos são causadores diretos da osteoporose. “A Associação Americana de Diabetes [ADA] recomenda que pacientes com diabetes e baixa densidade mineral óssea considerem o uso de medicamentos antirreabsortivos e agentes osteoanabólicos para preservar a saúde óssea”, relata. 

Quanto à obesidade, ela explica que o manejo desse problema na população 60+ necessita de uma abordagem cuidadosa, já que a ADA destaca a importância de ajustar a terapia antidiabética em pacientes com sobrepeso ou obesidade, visando não apenas o controle glicêmico, mas a promoção da perda de peso saudável e sustentável. “O fato é que essas inovações tecnológicas e os avanços médicos podem transformar, de maneira significativa, a vida dos idosos, promovendo um envelhecimento com muito mais qualidade de vida”, afirma dra. Alessandra.

Situações difíceis e novos fatores de risco para demência; desafios da prática da direção veicular (como avaliar a hora de parar?); cuidados paliativos; nutrição e longevidade; quem são e como estão os idosos do Brasil; utilização da inteligência artificial na geriatria e na gerontologia; ambulatório para cuidadores; perspectivas do novo consenso de sarcopenia; população LGBTQIA+; as diferentes facetas da ansiedade; intervenções no estilo de vida para o tratamento de doenças neurodegenerativas e vírus sincicial respiratório são outros assuntos de destaque no CBGG.

Os trabalhos científicos também terão notoriedade. Profissionais e grupos atuantes em trabalhos acadêmicos e de natureza assistencial que envolvem aspectos de relevância para o envelhecimento submeteram seus estudos para avaliação e, durante os três dias, vão expô-los aos visitantes. Os três primeiros colocados de cada categoria dos temas livres de geriatria e gerontologia serão premiados (valores de R$ 2,5 mil a R$ 10 mil).

De acordo com a geriatra e diretora científica da SBGG, Ana Cristina Canêdo, o nível dos trabalhos enviados superou as expectativas e a comissão teve bastante trabalho para eleger os melhores para serem apresentados ao público. “Isso reforça que os profissionais estão cada vez mais preparados para atuar com as questões ligadas ao envelhecimento e, acima de tudo, enxergam o CBGG como o principal congresso da especialidade”, afirma.

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Diálogo

"o tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada"

Confira a coluna Diálogo desta quinta-feira (03/04)

03/04/2025 00h01

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Martha Medeiros escritora brasileira

"O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada,  o tempo apenas tira o incurável  do centro das atenções”.

FELPUDA


A esquerda está divulgando a narrativa de que as pessoas que se encontram presas, por conta do ato conhecido como 8 de Janeiro, não teriam, em sua maioria, aceitado acordo de pagar multa de R$ 5 mil e ficar dois anos sem interagir nas redes sociais. Essa manifestação é contra a proposta 
de anistia. Para os esquerdistas, seria melzinho na chupeta se admitissem, mas o fato é que, se os acusados aceitassem, estariam confirmando participação em uma “tentativa de golpe”, história essa que divide opiniões. Vale aqui lembrar o antigo ditado: “Pimenta nos olhos dos outros é refresco...”.

Solidariedade  


Até o dia 15, o Núcleo de Práticas Jurídicas da Faculdade Anhanguera de Dourados estará promovendo uma campanha de doação de água mineral em benefício da reserva indígena Jaguapirú.


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A reserva indígena Jaguapirú abriga diversas famílias que enfrentam desafios diários relacionados ao acesso 
a recursos básicos, como água potável. Diante dessa realidade, a campanha surgiu como um gesto de solidariedade.

Divulgação

O tuiuiú será a ave-símbolo do Pantanal de Mato Grosso do Sul, assim como é no Estado de Mato Grosso. 
Projeto nesse sentido foi aprovado pelos deputados estaduais. Conforme a proposta, esse reconhecimento contribuirá para aumentar a conscientização sobre a necessidade de preservar o Pantanal e suas espécies, promover a identidade cultural e ambiental sul-mato-grossense, fortalecer o turismo sustentável com ênfase na observação de aves e apoiar políticas públicas e iniciativas privadas de conservação ambiental. A iniciativa é de autoria do parlamentar Junior Mochi.

 Clotilde Ribeiro e Emanuele

 

André Marques

Banho-maria 


Em sua peregrinação para sobrevivência, o PSDB nacional está conversando com 
o Republicanos para uma possível incorporação, depois de ter feito tratativas com o PSD. 
Mas em MS já se nota integrantes das hostes tucanas fazendo muxoxos, por um motivo ou outro. Por enquanto, está tudo em banho-maria. Tucanos de bicos mais afiados no ninho não estariam tendo os mesmos pensamentos da cúpula nacional. Portanto...

Prazo


Conforme previsões de políticos com os pés no chão, a batida de martelo sobre federação, fusão ou incorporação de partidos deverão ocorrer apenas em maio. As conversações andam consumindo muito cafezinho, porque o que está em jogo é muito interessante para as partes, como fundo partidário, tempo 
de rádio e TV. Porém, há o principal e que estraga qualquer tipo de entendimento: quem é que vai mandar em quem.

Festival


O atendimento das demandas de parlamentares no Orçamento deste ano deverá subir de R$ 50,4 bilhões para R$ 58,4 bilhões. Acordo feito entre os parlamentares e o governo elevou o valor 
por meio de dotações do Executivo para despesas não obrigatórias (RP2) e para o Programa 
de Aceleração do Crescimento (RP3). Ou seja: o governo deverá atender essas demandas que não foram incluídas nas emendas parlamentares individuais (RP6), de bancadas estaduais (RP7) 
e de comissões (RP8).

Aniversariantes

Maria Elena Selli Rizkallah,
Paulo Domingos Chaves dos Santos, 
Sônia Chinzarian Miguel, 
Flávio Luiz de Andrade,
Janaína Loureiro,
Dr. Luiz Carlos Santini, 
Martina Santos Gomes da Silva,
Olívio Zago, 
Antonio Teles de Alencar,
Benedito Reinaldo da Silva Correa,
Luiz Mario Pereira Leite,
Maria Tavares,
Paulo Henrique Antello e Silva,
Giancarlo Luiz Vicente Guidoni,
Eduardo Zinezi Duque,
Elizete Aparecida Cáceres Barbosa,
Inara Rodrigues Gomes,
Paulo Miranda de Barros,
Vagner Weber Colman,
Perla Lilian Delgado, 
Reinaldo Rios Ossuna,
Willian Fernandes Cardoso,
Fernanda Franco Pedrossian, Zilmara Bandeira Vasques,
Shirley Cheres da Silva,
Alexandre Marques,
Sergia Cristiane Tokunaga 
de Figueiredo Zandomine,
Rosildo Barcellos Júnior,
Nelson Otávio Lopes dos Santos, 
Laura Elena de Almeida Stephanini, 
Flávio Arakaki,
Barbara Martins Cardoso,
Aparecido de Souza Caminha,
Manoel Félix Câmara,
Elizabeth Muniz de Oliveira, 
Marcos Fernandes Martins,
Rosane Alves de Oliveira,
Valdir Andreatta,
Nívia Nunes,
Rosana Aparecida Espíndola Jordão,
Américo Paula Nantes,
Ricardo Mansour,
Péricles Corrêa Fagundes,
Joanna D´Arc de Paula, 
Dr. Luiz Roberto Rodrigues,
Mariza Elizabeth Almeida 
Sales Abrão, 
Marise Aparecida Anderson 
Borba Leite,
Maria Lopes Rodrigues,
Maria Antonieta Tomazelli,
Elenice Murad Alvarenga,
Paulo Ataul Bopp,
Elizabeth Ferreira da Silva,
Lilian Jacques,
Reinalda Dias,
Edson Espíndola Cardoso,
Iracema Marques Martins 
de Arruda,
Laís Aparecida Machado,
Rita Franco Santos,
Karolina Leite dos Santos,
Ana Claudia Vieira,
Sandra Ferreira,
Luiz Cláudio Vieira,
Moacir de Oliveira Flôres,
Luis Toshiaki Shimizu,
Diana Carolina Martins Rosa, 
Júlio César Rios Midon, 
Alba Lúcia Freitas,
José Antônio Corrêa de Lima,
João Mário de Souza,
Clenir Carvalho Silva,
Lidiane de Jesus Chaves,
Adriana Pereira,
Margaret Rocha Campos,
Ilidia Gonçales Velasquez, 
Geny de Pedro,
Mariana Rocha Nimer Teixeira, 
Daniel Pinheiro da Fonseca,
Fábio de Oliveira de Souza,
Lincoln Carvalho de Oliveira,
Alipio Ferreira da Silva,
Elizabeth Belloc,
Orivaldo Martins,
Mauricio Luis Tiguman,
Ana Paula Jorge Lima,
João Ney dos Santos Ricco, 
Magda Lima Mendes,
Julieta Anache,
Giuliana Lima Lopes de Medeiros, Pedro Henrique Vilela da Silveira,
Claíza Lima do Amaral,
Luiza Paula Ortiz Gomes Cardoso,
Moira Lopes Rodrigues,
Josemar Carmerino dos Santos,
José Luis Faco Junior,
Heyllen Araujo dos Santos Mundim,
Mituru Kaminagakura,
Janieire Carrelo de Carvalho,
Gilberto Luiz Martinovski,
Ana Paula Iung de Lima,
Ericléier da Silva Alves,
Jari Alves Correa,
Tiago da Cruz Croda,
Verônica Rodrigues Martins,
Márcia Scarabel de Paiva,
Denise Aparecida Tosta,
Guiherme Affonso Escobar Vieira.
colaborou tatyane gameiro
 

 

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