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COMPORTAMENTO

Conheça a história de três casais unidos pelo prazer dos treinos e das corridas de rua

Conheça a história de três casais unidos pelo prazer dos treinos e das provas de corrida, uma tendência que vem ganhando fôlego no mundo, no Brasil e também em Mato Grosso do Sul; "isso possibilita a interação e o autocuidado", afirma o psicólogo Henrique

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No lugar das paqueras de balcão, das pistas de dança e da ressaca no dia seguinte, entram em cena os “porres” de isotônico, as medições de cronômetro e uma interação com o crush mais saudável ao ar livre. Cada vez mais comum no Brasil e no mundo, o hábito de praticar corrida a dois – ou em busca da cara-metade – também é uma tendência em crescimento no Estado, acompanhando a grande adesão que eventos como a Maratona de Campo Grande vem obtendo.

A primeira edição, em 2022, teve mil inscritos. Na terceira, em julho deste ano, foram 3 mil participantes nos três circuitos da competição (7 km, 21 km e 42 km). Muita gente que encara as provas, porém, mais do que chegar em primeiro lugar, deseja chamar atenção de um possível pretendente. É quando a flecha do cupido vale mais que uma medalha.

“A corrida não apenas possibilita a interação e o autocuidado, como libera endorfina, hormônio do prazer, assim como no sexo ou em qualquer exercício físico. E quando se faz em conjunto esses exercícios, possibilita-se ainda mais uma construção de momentos prazerosos nas relações”, afirma o psicólogo Henrique Henkin.

“A cada dia, mais as relações amorosas vêm se ampliando e formando nichos específicos. Com os grupos de corrida, essas pessoas buscam em um parceiro, seja de amizade ou de relações amorosas, interesses em comum, um desejo pela saúde do corpo e da mente”, complementa.

“Existe uma conserva estabelecida nessa atitude. Ao mesmo tempo em que se buscam relações sociais, se encontram formas de cuidar do corpo. Antes, os recursos de encontrar pessoas eram muito mais limitados, como conhecer pessoas no trabalho, em bares ou por meio de amigos. O importante é que possamos encontrar formas de viver a vida de maneira equilibrada e saudável, sendo essa saúde específica de cada um”, diz o especialista.

Conheça a seguir a história de três casais unidos pelas provas de velocidade e se inspire – para a prática esportiva ou, quem sabe, para algo a mais.

DOLORES E JULIO CESAR

“Corremos juntos desde agosto de 2022, quando nos conhecemos em uma corrida em Ponta Porã. Os treinos são individuais e progressivos, cada um tem seu ritmo, porém, muitas vezes corremos juntos também, em média umas quatro vezes por semana”, conta a paranaense Dolores Luiz, que se refere, no relato, ao servidor público Julio Cesar Neves de Oliveira, 46 anos, com quem se casou pouco tempo depois da primeira corrida juntos.

“Mesmo sendo do mesmo grupo de corrida [Top Run], não havíamos nos esbarrado. Então, nessa corrida, nos conhecemos, casamos três meses depois e estamos felizes por termos escolhido um ao outro”, diz Dolores, que vive com o marido em Campo Grande.

Para a pediatra de 47 anos, o hábito de correr ajuda a manter o casal unido. “Com certeza. São os mesmos objetivos. Um puxa o outro quando existe o desânimo. Tem a disciplina dos treinos, a alimentação adequada. A prática de esporte em família ajuda manter o casal unido”, afirma.

Ela avalia que o esporte ajuda a cada um revelar qualidades específicas que favorecem o relacionamento. “Contribui para vencer desafios e [nos] fortalece. Torcemos e vibramos quando um dos dois termina uma prova. O Julio corre mais rápido que eu, [mas] quando fomos fazer a nossa primeira meia maratona juntos, ele me acompanhou por todo o trajeto. 

Foi lindo. Terminamos 21 km mais unidos”, ressalta Dolores, que começou a correr em 2017, dois anos antes de Julio entrar na pista pela primeira vez.
Para ela – que gosta de “viajar para correr” –, esse hábito “melhora o corpo, a mente e a alma e elimina o estresse”. Contudo, Dolores destaca que não se vai muito longe sem disciplina.

“Primeiramente, é disciplina. A constância te leva à perfeição, a prática te leva a se alimentar melhor, a dormir melhor, a educar seu corpo. 
Devemos sempre aquecer antes das corridas para preparar o corpo e, assim, evitar lesões. É importante a hidratação antes e depois da prova, [o uso de] roupas leves, de um tênis adequado, e de evitar os horários com temperaturas mais altas”, aconselha.

ANA E FABIANO

“Acredito que objetivos parecidos mantêm os casais unidos, e no nosso caso é a corrida. Somos apaixonados por esse esporte, especialmente a corrida de trilha, e sempre ansiamos por cada treino. Ter a mesma paixão que o parceiro nos faz entender os sacrifícios e os investimentos que outro faz e, por consequência, valorizamos mais”, desmancha-se Ana Diniz, 28 anos, formada em administração e marketing digital.

Ela começou a correr no fim de 2022, quando se mudou de Naviraí para Bonito. “Temos uma pista de caminhada e ciclismo na entrada da cidade, e é bem gostoso correr ali. Comecei a correr para complementar os treinos de musculação que eu já fazia e também para diminuir a ansiedade.

Nossos primeiros treinos juntos foram em 2023, quando entrei para a assessoria TR8 Run Club, da qual o Fabiano já fazia parte. Já nos conhecíamos, éramos amigos, mas a partir daí começamos a acompanhar os treinos um do outro, a ajudar com a hidratação e a filmar”, conta Ana.

“Depois de viajarmos para uma primeira prova juntos, como equipe, decidimos namorar. Vi ela participando da primeira prova – a Track&Field Run Series – em abril de 2023, aqui em Bonito. Depois, parabenizei ela pelo Instagram. A partir daí, nos víamos em todas as provas, fazíamos fotos juntos, conversávamos, mas apenas como amigos. Foi só em dezembro que começamos a namorar”, conta o marido Fabiano da Silva, 33 anos, que trabalha como almoxarife em uma empresa.

“A verdade é que ele faz eu me sentir mais segura e motivada. Produz meus materiais, me auxilia com a hidratação e para eu não carregar peso. 
E me motiva nas partes mais difíceis do treino. Tem ainda o agravante que, por eu ser mulher, não é tão seguro treinar sozinha, então ele me acompanha também para me proteger. E eu amo”, relata Ana, que segue exaltando a satisfação de ver o outro se superando e evoluindo: “É bom demais. Nos faz admirar ainda mais o parceiro”.

Uma das curiosidades que atravessam a história do casal são as 13 dobradinhas de pódio já conquistadas. “Em diversas provas conquistamos a mesma colocação, mesmo correndo distâncias diferentes a maior parte das vezes”, diz Fabiano. Já Ana – de olho no coração, literalmente – destaca mais um benefício da corrida: “Quem pratica com frequência diminui muito o risco de doenças cardiovasculares”.

ANDRÉ LUIZ E ROBERTA

“A corrida fortaleceu nossa relação. Passamos a ter mais admiração um pelo outro, além do apoio e da compreensão que o esporte precisa, pois quando há uma prova alvo, nós abdicamos de algumas coisas”, comenta Roberta Fonseca Candeloro, que há três semanas embarcava com seu marido, o empresário André Luiz Fontoura Candeloro, 62 anos, para Berlim, onde correram juntos na famosa maratona da metrópole alemã.

“O que me levou a praticar  a corrida foi o incentivo do meu esposo, que já corria”, diz a psicóloga de 43 anos, complementando que ambos correm juntos em algumas provas.

“Ele já corre há mais tempo. Normalmente, treinamos em dias separados, exceto aos sábados, para dividirmos os cuidados com a minha filha, Duda, de 9 anos. Treinamos três vezes por semana. O volume depende da prova alvo. Nesses últimos seis meses, treinamos para corrermos juntos a Maratona de Berlim [29/9]. Durante a semana, os treinos eram  de 10-12 km e, nos fins de semana, o volume ia aumentando. Acordávamos às 4h30min para irmos ao Parque dos Poderes”, compartilha Roberta.

“Temos acompanhamento nutricional, para nos auxiliar tanto no pré-treino quanto no pós-treino. A suplementação é importante para mantermos a qualidade do treino e para respeitar o nosso corpo.  Não podemos neglicenciar esse cuidado. [E isso] além de massagem, fisioterapia miofacial e assessoria para os treinos. Junto disso ainda soma a nossa determinação, a nossa constância e disciplina”, lista o empresário, que diz não abrir mão de profissionais “para estabelecer o que seu corpo precisa”.

“Meu esposo já fez quatro maratonas. Porto Alegre, Chicago, Nova York e agora Berlim. Essas internacionais fazem parte das Six Marjors, que são as seis maiores maratonas do mundo. Em Berlim, estivemos com três casais de amigos que também correram, sendo a primeira maratona das quatro mulheres”, orgulha-se Roberta.

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Saúde

Médica da Capital dá dicas sobre como ter um envelhecimento saudável

"Um envelhecimento bem-sucedido está baseado em procurar o geriatra na quarta ou quinta década de vida", defende a médica Maria Fernanda Guerini, que preside a seção regional da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

03/04/2025 10h30

A geriatra Maria Fernanda Guerini:

A geriatra Maria Fernanda Guerini: "Quero mostrar que envelhecer é natural e pode ser muito bom" Divulgação

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A geriatria é a especialidade médica que cuida das doenças associadas ao processo de envelhecimento. “Frente ao envelhecimento populacional, é uma especialidade fundamental para dar assistência a uma parte do processo de envelhecer”, afirma a médica paulista, radicada em Campo Grande, Maria Fernanda Guerini, de 38 anos.

Autoridade no assunto, a médica defende uma abordagem diferenciada da área médica que escolheu para se especializar, envolvendo o histórico e a biografia do paciente, assim como um diálogo intenso e permanente com familiares e cuidadores, e a recomendação para que as consultas com o geriatra façam parte da rotina de qualquer pessoa bem antes do que se imagina, já na casa dos 40 anos.

“Temos uma mudança de constituição corporal que se inicia aos 35 anos, e não tenho que te dizer que muda para melhor, pois não muda. Iniciamos nossa perda progressiva de massa muscular, e entender isso aos 40, 50 anos, pode mudar o seu 60+”, explica a médica, que preside a regional sul-mato-grossense da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) e representa o Estado no congresso que a entidade realiza de hoje até sábado, em Belo Horizonte (MG).

Maria Fernanda graduou-se pela Faculdade de Medicina de Marília (SP), com residência no Hospital Israelita Albert Einstein (SP) e fellow (treinamento, aperfeiçoamento e especialização) em distúrbios cognitivos associado ao envelhecimento na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Ela é casada com o radiologista Alexandre Curado Sobral Costa, com quem teve os gêmeos Maria Alice e Otávio, de seis anos, e conversou com o Correio B sobre o congresso da SBGG e envelhecimento saudável. Confira a seguir.

Como será a sua participação no Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia?

Como sou presidente da regional da SBGG, vou representar o estado de Mato Grosso do Sul em uma mesa redonda sobre Atualizações sobre Cognição e Distúrbios do Sono, com grandes nomes da geriatria e da neurologia. Estou animadíssima.

Como se pode definir a geriatria? 

É a especialidade médica que cuida das doenças associadas ao processo de envelhecimento. Frente ao envelhecimento populacional, é uma especialidade fundamental para dar assistência a uma parte do processo de envelhecer. Tem como bases as grandes síndromes geriátricas, as cinco Is: instabilidade para caminhar e quedas, incontinências, insuficiência cognitiva [demências], iatrogenias [efeitos colaterais de medicamentos ou tratamentos] e imobilidade [ficar acamado].

Todos esses processos envolvem pessoas que envelheceram e adoeceram no meio da sua caminhada e evoluíram com condições que tiraram de alguma forma sua independência ou autonomia. Claro, todos podem estar suscetíveis às doenças, mas hoje eu vejo a importância de se preparar para envelhecer. Acredito que hoje o caminho para se ter um envelhecimento bem-sucedido está baseado em procurar o geriatra antes dos 60 anos, talvez na quarta ou quinta década de vida, para atuarmos em hábitos modificáveis. 

O que seria um envelhecimento bem-sucedido?

Seria aquele em que, mesmo com doenças crônicas controladas, a pessoa passa os anos mantendo sua independência e autonomia, ou seja, a capacidade de cuidar de si e de tomar decisões por si mesmo. E essa ideia não tem relação com um número de idade específico.

O que traz de diferencial na sua abordagem da geriatria?

Minha abordagem envolve um atendimento que aborda os pilares de um envelhecimento bem-sucedido. Envolve falar sobre saúde física, saúde mental, cognição, capacidade funcional, estilo de vida e seus hábitos e histórico de doenças crônicas. Além disso, envolve o histórico e a biografia dessa pessoa, quem ela é, quem ela foi quando mais jovem e com quem ela se relaciona e quem está ao lado dela, pois tudo isso faz muita diferença em como vou elaborar o plano de cuidados. Outro diferencial da consulta é acolher os familiares e cuidadores, que são muitas vezes a parte das mãos, braços e pensamentos da pessoa idosa e também têm que estar envolvidos no cuidado.

A partir da perspectiva da geriatria contemporânea, o que pode e o que não pode o homem ou a mulher com mais de 50 anos?

O que pode ou não pode?... [risos]. Vamos lá, o que o não pode é achar que a genética é majoritariamente responsável por determinar sua forma de envelhecer. Ela corresponde a menos de 20% do processo. Os outros mais de 80% são suas escolhas, hábitos, o que você come, quanto você se movimenta ou o quanto você maneja seu estresse. Durante a consulta, tento mostrar para o paciente que ele é o protagonista do seu cuidado.

Para a maioria das pessoas, ainda parece estranho encarar o geriatra antes dos 40 anos? 

Eu acredito, sim, que uma pessoa com 40 anos deva passar pelo geriatra para entender o processo que o seu corpo está passando e vai passar. Temos uma mudança de constituição corporal que se inicia aos 35 anos, e não tenho que te dizer que muda para melhor, pois não muda. É quando iniciamos nossa perda progressiva de massa muscular, e entender isso aos 40, 50 anos, pode mudar seu 60+. Para as mulheres, esse processo é somado à menopausa, que somada às mudanças hormonais e às da constituição corporal, pode sim aumentar riscos de doenças.

Acredito que temos medo daquilo que não conhecemos. Talvez essa falta de conhecimento com o que acontece com nosso corpo com o passar dos anos seja um dos responsáveis pelo, entre aspas, medo de envelhecer. Ou talvez exemplos de envelhecimentos marcados pela dependência, doenças e limitações sejam mais comuns para a realidade brasileira. Isso seria uma das causas do etarismo ou do estigma da imagem da pessoa idosa como dependente e frágil.

Você tem se destacado ao trazer esses tópicos de um modo bem fundamento e prático. Mas como convencer as pessoas de que é necessário cuidar da, digamos, velhice anterior?

Por isso tenho como missão levar o assunto envelhecimento ao máximo de espaços possíveis, com informações de qualidade e baseadas em evidências científicas, para que mais pessoas entendam o mais cedo possível que é possível envelhecer bem, sem incapacidades e com qualidade de vida. Quero mostrar que envelhecer é natural e pode ser muito bom. Aprendo muito com meus pacientes diariamente.

O congresso: de casas inteligentes a novidades sobre demências

De hoje até este sábado, o 24º Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia (CBGG), principal evento da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), desenvolve o tema Envelhecimento e Tecnologia: Uma Parceria Entre Gerações, com discussões sobre o impacto da tecnologia na saúde, na assistência, na vida das pessoas idosas e na sociedade como um todo. Realizado no Minas Centro, em Belo Horizonte (MG), o congresso reunirá mais de quatro mil participantes.

De acordo com o geriatra e presidente da SBGG, Marco Túlio Cintra, o CBGG contará com as principais referências de cada área, incluindo palestrantes internacionais, que proporcionarão uma verdadeira imersão em diferentes temas relacionados à tecnologia e ao envelhecimento. “Tudo foi planejado com o máximo cuidado para que os visitantes possam ter a melhor experiência possível e, principalmente, adquirirem esse conhecimento fundamental”, explica.

Mais de 250 temas serão abordados, entre eles as inovações tecnológicas, que têm desempenhado um papel fundamental na melhoria da qualidade de vida da pessoa idosa, especialmente no que se refere às smarthomes, as chamadas casas inteligentes, e aos avanços no tratamento de condições como osteoporose, diabetes e obesidade. “Essas casas oferecem soluções que aumentam a segurança, a autonomia e o conforto dos idosos, pois dispositivos como fechaduras inteligentes e câmeras de segurança permitem que o morador controle elementos-chave da casa pelo smartphone, garantindo mais tranquilidade aos idosos e os familiares”, comenta a geriatra e diretora da SBGG, Alessandra Tieppo, ao explicar que os sensores de movimento, os detectores de fumaça e os sistemas de monitoramento de saúde integrados podem alertar cuidadores e familiares sobre qualquer problema. “Projetos-pilotos, como o uso de assistentes virtuais para melhorar a assistência domiciliar, têm sido implementados com sucesso, destacando a tendência de integração tecnológica nos cuidados com os idosos”, frisa.

Em relação às novidades nos tratamentos de osteoporose e diabetes, dra. Alessandra revela que estudos recentes indicam que medicamentos como a semaglutida, utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e obesidade, podem estar associados à perda óssea, por conta da rápida perda de peso. No entanto, segundo ela, não há evidências conclusivas de que esses medicamentos são causadores diretos da osteoporose. “A Associação Americana de Diabetes [ADA] recomenda que pacientes com diabetes e baixa densidade mineral óssea considerem o uso de medicamentos antirreabsortivos e agentes osteoanabólicos para preservar a saúde óssea”, relata. 

Quanto à obesidade, ela explica que o manejo desse problema na população 60+ necessita de uma abordagem cuidadosa, já que a ADA destaca a importância de ajustar a terapia antidiabética em pacientes com sobrepeso ou obesidade, visando não apenas o controle glicêmico, mas a promoção da perda de peso saudável e sustentável. “O fato é que essas inovações tecnológicas e os avanços médicos podem transformar, de maneira significativa, a vida dos idosos, promovendo um envelhecimento com muito mais qualidade de vida”, afirma dra. Alessandra.

Situações difíceis e novos fatores de risco para demência; desafios da prática da direção veicular (como avaliar a hora de parar?); cuidados paliativos; nutrição e longevidade; quem são e como estão os idosos do Brasil; utilização da inteligência artificial na geriatria e na gerontologia; ambulatório para cuidadores; perspectivas do novo consenso de sarcopenia; população LGBTQIA+; as diferentes facetas da ansiedade; intervenções no estilo de vida para o tratamento de doenças neurodegenerativas e vírus sincicial respiratório são outros assuntos de destaque no CBGG.

Os trabalhos científicos também terão notoriedade. Profissionais e grupos atuantes em trabalhos acadêmicos e de natureza assistencial que envolvem aspectos de relevância para o envelhecimento submeteram seus estudos para avaliação e, durante os três dias, vão expô-los aos visitantes. Os três primeiros colocados de cada categoria dos temas livres de geriatria e gerontologia serão premiados (valores de R$ 2,5 mil a R$ 10 mil).

De acordo com a geriatra e diretora científica da SBGG, Ana Cristina Canêdo, o nível dos trabalhos enviados superou as expectativas e a comissão teve bastante trabalho para eleger os melhores para serem apresentados ao público. “Isso reforça que os profissionais estão cada vez mais preparados para atuar com as questões ligadas ao envelhecimento e, acima de tudo, enxergam o CBGG como o principal congresso da especialidade”, afirma.

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Diálogo

"o tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada"

Confira a coluna Diálogo desta quinta-feira (03/04)

03/04/2025 00h01

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Martha Medeiros escritora brasileira

"O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada,  o tempo apenas tira o incurável  do centro das atenções”.

FELPUDA


A esquerda está divulgando a narrativa de que as pessoas que se encontram presas, por conta do ato conhecido como 8 de Janeiro, não teriam, em sua maioria, aceitado acordo de pagar multa de R$ 5 mil e ficar dois anos sem interagir nas redes sociais. Essa manifestação é contra a proposta 
de anistia. Para os esquerdistas, seria melzinho na chupeta se admitissem, mas o fato é que, se os acusados aceitassem, estariam confirmando participação em uma “tentativa de golpe”, história essa que divide opiniões. Vale aqui lembrar o antigo ditado: “Pimenta nos olhos dos outros é refresco...”.

Solidariedade  


Até o dia 15, o Núcleo de Práticas Jurídicas da Faculdade Anhanguera de Dourados estará promovendo uma campanha de doação de água mineral em benefício da reserva indígena Jaguapirú.


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A reserva indígena Jaguapirú abriga diversas famílias que enfrentam desafios diários relacionados ao acesso 
a recursos básicos, como água potável. Diante dessa realidade, a campanha surgiu como um gesto de solidariedade.

Divulgação

O tuiuiú será a ave-símbolo do Pantanal de Mato Grosso do Sul, assim como é no Estado de Mato Grosso. 
Projeto nesse sentido foi aprovado pelos deputados estaduais. Conforme a proposta, esse reconhecimento contribuirá para aumentar a conscientização sobre a necessidade de preservar o Pantanal e suas espécies, promover a identidade cultural e ambiental sul-mato-grossense, fortalecer o turismo sustentável com ênfase na observação de aves e apoiar políticas públicas e iniciativas privadas de conservação ambiental. A iniciativa é de autoria do parlamentar Junior Mochi.

 Clotilde Ribeiro e Emanuele

 

André Marques

Banho-maria 


Em sua peregrinação para sobrevivência, o PSDB nacional está conversando com 
o Republicanos para uma possível incorporação, depois de ter feito tratativas com o PSD. 
Mas em MS já se nota integrantes das hostes tucanas fazendo muxoxos, por um motivo ou outro. Por enquanto, está tudo em banho-maria. Tucanos de bicos mais afiados no ninho não estariam tendo os mesmos pensamentos da cúpula nacional. Portanto...

Prazo


Conforme previsões de políticos com os pés no chão, a batida de martelo sobre federação, fusão ou incorporação de partidos deverão ocorrer apenas em maio. As conversações andam consumindo muito cafezinho, porque o que está em jogo é muito interessante para as partes, como fundo partidário, tempo 
de rádio e TV. Porém, há o principal e que estraga qualquer tipo de entendimento: quem é que vai mandar em quem.

Festival


O atendimento das demandas de parlamentares no Orçamento deste ano deverá subir de R$ 50,4 bilhões para R$ 58,4 bilhões. Acordo feito entre os parlamentares e o governo elevou o valor 
por meio de dotações do Executivo para despesas não obrigatórias (RP2) e para o Programa 
de Aceleração do Crescimento (RP3). Ou seja: o governo deverá atender essas demandas que não foram incluídas nas emendas parlamentares individuais (RP6), de bancadas estaduais (RP7) 
e de comissões (RP8).

Aniversariantes

Maria Elena Selli Rizkallah,
Paulo Domingos Chaves dos Santos, 
Sônia Chinzarian Miguel, 
Flávio Luiz de Andrade,
Janaína Loureiro,
Dr. Luiz Carlos Santini, 
Martina Santos Gomes da Silva,
Olívio Zago, 
Antonio Teles de Alencar,
Benedito Reinaldo da Silva Correa,
Luiz Mario Pereira Leite,
Maria Tavares,
Paulo Henrique Antello e Silva,
Giancarlo Luiz Vicente Guidoni,
Eduardo Zinezi Duque,
Elizete Aparecida Cáceres Barbosa,
Inara Rodrigues Gomes,
Paulo Miranda de Barros,
Vagner Weber Colman,
Perla Lilian Delgado, 
Reinaldo Rios Ossuna,
Willian Fernandes Cardoso,
Fernanda Franco Pedrossian, Zilmara Bandeira Vasques,
Shirley Cheres da Silva,
Alexandre Marques,
Sergia Cristiane Tokunaga 
de Figueiredo Zandomine,
Rosildo Barcellos Júnior,
Nelson Otávio Lopes dos Santos, 
Laura Elena de Almeida Stephanini, 
Flávio Arakaki,
Barbara Martins Cardoso,
Aparecido de Souza Caminha,
Manoel Félix Câmara,
Elizabeth Muniz de Oliveira, 
Marcos Fernandes Martins,
Rosane Alves de Oliveira,
Valdir Andreatta,
Nívia Nunes,
Rosana Aparecida Espíndola Jordão,
Américo Paula Nantes,
Ricardo Mansour,
Péricles Corrêa Fagundes,
Joanna D´Arc de Paula, 
Dr. Luiz Roberto Rodrigues,
Mariza Elizabeth Almeida 
Sales Abrão, 
Marise Aparecida Anderson 
Borba Leite,
Maria Lopes Rodrigues,
Maria Antonieta Tomazelli,
Elenice Murad Alvarenga,
Paulo Ataul Bopp,
Elizabeth Ferreira da Silva,
Lilian Jacques,
Reinalda Dias,
Edson Espíndola Cardoso,
Iracema Marques Martins 
de Arruda,
Laís Aparecida Machado,
Rita Franco Santos,
Karolina Leite dos Santos,
Ana Claudia Vieira,
Sandra Ferreira,
Luiz Cláudio Vieira,
Moacir de Oliveira Flôres,
Luis Toshiaki Shimizu,
Diana Carolina Martins Rosa, 
Júlio César Rios Midon, 
Alba Lúcia Freitas,
José Antônio Corrêa de Lima,
João Mário de Souza,
Clenir Carvalho Silva,
Lidiane de Jesus Chaves,
Adriana Pereira,
Margaret Rocha Campos,
Ilidia Gonçales Velasquez, 
Geny de Pedro,
Mariana Rocha Nimer Teixeira, 
Daniel Pinheiro da Fonseca,
Fábio de Oliveira de Souza,
Lincoln Carvalho de Oliveira,
Alipio Ferreira da Silva,
Elizabeth Belloc,
Orivaldo Martins,
Mauricio Luis Tiguman,
Ana Paula Jorge Lima,
João Ney dos Santos Ricco, 
Magda Lima Mendes,
Julieta Anache,
Giuliana Lima Lopes de Medeiros, Pedro Henrique Vilela da Silveira,
Claíza Lima do Amaral,
Luiza Paula Ortiz Gomes Cardoso,
Moira Lopes Rodrigues,
Josemar Carmerino dos Santos,
José Luis Faco Junior,
Heyllen Araujo dos Santos Mundim,
Mituru Kaminagakura,
Janieire Carrelo de Carvalho,
Gilberto Luiz Martinovski,
Ana Paula Iung de Lima,
Ericléier da Silva Alves,
Jari Alves Correa,
Tiago da Cruz Croda,
Verônica Rodrigues Martins,
Márcia Scarabel de Paiva,
Denise Aparecida Tosta,
Guiherme Affonso Escobar Vieira.
colaborou tatyane gameiro
 

 

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