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COMPORTAMENTO

Educadora há 53 anos em Campo Grande, Claudinéa fala sobre as alegrias e os desafios da profissão

No dia dos professores, Correio do Estado traz depoimentos de educadores que buscam fazer a diferença
15/10/2020 07:12 - Carol Alencar Cozzatti


Zelo, carinho, profissionalismo e muita dedicação. Essas são algumas das qualidades que definem a educadora Claudinéa Amorim Barbosa, 73 anos, que tem nada menos que 53 anos de entrega à educação. Hoje, 15 de outubro, data em que é celebrado o Dia dos Professores, o Correio do Estado traz o relato de uma carreira dedicada ao ensino de crianças sul-mato-grossenses que, mesmo depois de tantos anos, enfrentou um novo desafio com a pandemia de Covid-19.  

Tia Claudinéa, como é conhecida carinhosamente por seus alunos e ex-alunos, só se tornou professora na década de 1960, quando foi normalista, antigo sistema educacional, e iniciou sua vida profissional na sala de aula. “Meus pais não tinham cursado faculdade. Eu que alfabetizei mamãe e desde sempre atuei diretamente com a Educação Infantil”, comenta a professora, que faz a festa com os pequenos.

Ela conta ainda que, antes de ter sua própria escola, trabalhou em outros três colégios de Campo Grande até receber o chamado de ter seu cantinho. “Quando iniciei o Quintal, há 40 anos, lembro que, em dezembro daquele ano, tinha apenas dois alunos matriculados. Quando voltamos das festas e férias, tínhamos 80 matrículas a mais”, orgulha-se.

Sobre o segredo da profissão mais desafiadora do mundo, tia Claudinéa afirma que “está em ter respeito, carinho, afetividade e acolhimento com a criança que chega até você. É na primeira infância que está todo o autocuidado e valor que aquela criança levará para a vida adulta. Reconhecer isso na educação é um grande mérito”.

Há mais de 20 anos na função de coordenadora da Educação Infantil, nossa entrevistada é quase uma celebridade nas ruas da cidade. “Por onde eu vou, encontro alunos e ex-alunos. Os reconheço sempre pelo sobrenome: isso é uma das coisas que mais amo na vida”, comenta. Sobre se aposentar, ela reforça, “sinto que estou cansando um pouco mais e vou ter de partir para a função de diretora, porém, não sei se conseguirei largar as crianças, que são meu xodó”.  

A educadora, que é a primeira a chegar e a última a sair da escola, diz que para ser um bom professor é necessário ter muita paciência. “Ter foco e gostar do que faz. Além de ter paciência e estar antenado com o mundo deles”, acredita.