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SÉRIE

Ícaro Silva está no elenco de "Coisa Mais Linda"

O ator valoriza debates sociais da produção ambientada na década de 1960
15/07/2020 12:00 - Caroline Borges/TV Press


O período de pré-produção de um trabalho é como uma folha de papel em branco para um ator. Ícaro Silva, inclusive, mergulha em diversas pesquisas e inspirações na hora de criar seus personagens. Ainda assim, na segunda temporada de “Coisa Mais Linda”, série original brasileira disponível na Netflix, o ator encontrou o prazer artístico ao se reconectar com um papel já conhecido e construído. Na nova leva de episódios, ele não só resgata antigos detalhes de sua pesquisa inicial como também acrescenta novas nuances em sua personalidade. “É divertido ter um passado concreto e sólido para olhar. Algo que não é uma história da nossa cabeça. A gente carrega a bagagem da primeira temporada, mas também acrescenta detalhes das novas escolhas e caminhos desse personagem na nova temporada”, explica Ícaro, que interpreta o Capitão Ferreira.

Na história, o personagem é um baterista de carreira internacional que retorna ao Brasil para viver ao lado do amor de sua vida, Adélia, papel de Pathy Dejesus. Na nova leva de episódios, Capitão decide recomeçar a relação do zero ao lado da amada. “O Capitão vem mais aterrado e tentando ser um homem de família, mesmo descobrindo que não é o pai biológico da própria filha. É muito interessante fazer um papel mais tranquilo dentro de uma história tão efervescente e liderada por protagonistas femininas tão fortes. É um prazer participar desse projeto”, elogia.

Com um histórico ligado ao universo da música e do teatro musical, Ícaro celebra a chance de unir a atuação e a música na plataforma de “streaming”. Ambientada na década de 1960, a série tem como pano de fundo o cenário da bossa nova. Durante o projeto, Ícaro aprofundou seus conhecimentos e curiosidades sobre o famoso gênero musical encabeçado por Tom Jobim e Vinícius de Moraes. “Vejo com muito carinho minha carreira estar ligada ao universo da música. A bossa nova sempre teve essa característica elitista. Vivi boa parte da minha vida na periferia, por exemplo, e a bossa nova não chegou até mim tão naturalmente. Tem muito a ver com o tempo e as classes. Acho que a bossa a nova e o samba conversam muito socialmente. A bossa nova é o samba pedindo passagem para ser mais tranquilo”, afirma.

Aos 33 anos, Ícaro tem uma carreira mesclada por participações na tevê, no cinema e no teatro. Ciente de seu lugar como artista, o ator ressalta as discussões sociais encontradas no texto da série. A produção aborda temas, como machismo, feminismo, racismo e preconceitos sociais. “Me sinto grato e privilegiado de estar em uma série com essas temáticas. A Nina Simone tem uma frase que gosto e me identifico muito: ‘o artista precisa refletir os seus tempos’. Acho curioso estarmos refletido o nosso tempo a partir do passado. Há uma questão muito pertinente e sombria: o que mudou de fato? Alguma coisa mudou? O quanto mudou? É bom estar em uma série que, além de caprichada e bem cuidada, coloca essas reflexões na mesa”, aponta.

 
 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.