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Diálogo

Os prefeitos eleitos não devem fazer previsões pessimistas sobre a futura... Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta quinta-feira (30/01)

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Max Lucado - escritor americano

Precisamos ser pacientes, mas não ao ponto 
de perder o desejo; devemos ser ansiosos, 
mas não ao ponto de não sabermos esperar”.

FELPUDA

Os prefeitos eleitos não devem fazer previsões pessimistas sobre a futura situação financeira dos municípios que passaram a administrar, opina político que conhece tanto o “emaranhado das coisas” que é daqueles que “ensinou a aranha a fazer a teia’’. 
Segundo ele, ninguém pode alegar ignorância, pois sabiam qual seria o orçamento que teriam em mãos se ganhassem as eleições. Afinal, a peça orçamentária tem de ser votada sempre no ano anterior, e, no caso, isso ocorreu em 2024. Assim sendo...

Inexplicável

Apesar do grande esforço de certo político de Mato Grosso do Sul para defender “Lula no país das maravilhas”, que já tirou “zilhões” de famílias da miséria, é notória a alta astronômica nos preços dos alimentos, o que vem pesando nos bolsos de todos. 

Mais

O governo do PT admite isso quando anuncia que estuda medidas para baixar os valores dos produtos alimentícios, arrumando desculpas para tentar explicar o que não tem explicações. Só falta dizer que os culpados são o Bolsonaro e o Trump.

No dia em que o presidente Donald Trump tomou posse para o seu segundo mandato, o senador Nelson Trad Filho postou em suas redes sociais uma foto de encontro que aconteceu há seis anos. Ele escreveu: “Logo após minha posse como senador da República por Mato Grosso do Sul, tive a honra de cumprimentar o presidente dos EUA, Donald Trump, enquanto presidia a Comissão de Relações Exteriores. Esse momento histórico na minha trajetória agora se revive virtualmente, com meus parabéns ao Trump 
e os melhores votos de sucesso em sua gestão”. Huumm!...

Mariana Lopes

 

Alex Badia

Repaginando

Um novo plenário, com aumento de assentos para atender o público que queira acompanhar presencialmente as sessões, está em fase de estudos para construção ainda neste ano na Assembleia Legislativa de MS. A fase atual é de conclusão dos projetos de arquitetura e engenharia, para então entrar na de orçamento e planejamento. Já a construção de um refeitório está prevista para março, e a do estacionamento vertical, para este primeiro semestre.

Cobrança

O ministro do STF Flávio Dino determinou a MS e mais nove estados, além do governo federal, que apresentem, em até 30 dias úteis, planos emergenciais de conscientização e manejo integrado do fogo. As medidas devem incluir campanhas educativas, publicidade e mobilização social. No despacho, ele destaca dados recentes do MapBiomas que apontam o aumento de queimadas em 2024: 18 milhões de ha na Amazônia e 2 milhões de ha no Pantanal.

Convocação

O ministro convocou audiência para debater as medidas já implementadas e os planos emergenciais para o dia 13 de março. O objetivo é conter o avanço das queimadas neste ano. Ele lembrou que, em 2024, o período de seca e queimadas se intensificou a partir de maio. “Por isso, é imprescindível neste ano que os governos federal, estaduais e municipais estejam devidamente preparados para enfrentar situações climáticas adversas”, afirmou.

ANIVERSARIANTES

Dr. Aldo Roberto Brandão, 
Maria Helena Sperb Wanderley, 
Luciano Machado, 
Thais Capelli de Campos,
Cleverson Ribeiro Franco, 
Almir Pereira Borges,
Hélio Tadao Oshiro,
Thamara de Souza Barbosa,
Márcia Alves Fernandes,
Carolina Custodio Molinari,
Mauro Antonio Espindola Arevalo,
Marli do Nascimento, 
Carlos Moreira dos Santos,
Ildefonso ValenzuelaArguelo,
Eduardo de Souza,
Natalia Rafael Yahn do Nascimento,
Dulce Regina Silva,
Liane Maria Calarge,
Alexandre Luiz Braga de Souza,
Dra. Sônia Tomás de Oliveira e Silva, 
Chiara Duarte, 
Antonio Viana Saraiva,
Luzinete Calvis Chucarro Camim,
Natalio Abrahão Filho, 
Gláucia Maria Fogolin, 
Carolina Mendonça Rossi Rodrigues, 
Sonia Corina Hess, 
Dr. José Marcos Rosa da Silva, Everaldo Cristovão de Souza,
Marcos Oliveira Senise da Silva, 
Sandro Miranda do Nascimento,
Valter Hary Bumbieris,
Dr. João Carlos Battaglin, 
Larissa Thaíza Lins,
Graciele Gonçalves Pereira,
Thaís Caetano de Figueiredo,
Mauro Fascincani,
Airton Edison de Araújo,
Wladimir Rebuá Cândia, 
Ruben Abbot Cavassa, 
Márcia Andréa Silvério Batista,
José Marcolino, 
Martiniano Lima, 
Flávia Costa Barbosa, 
Sandra de Souza Campos, 
Dra. Izabela Guimarães Falcão Alves, 
Natália Gutierres Patay, 
Maria Cavalcanti, 
Márcio Luzardo de Souza, 
Verônica da Rocha, 
Maria Angela Abreu, 
Adolfo Rodrigues Xavier, 
Luiz Claudio Fonseca, 
José Antônio Lima,
Antônio Carlos Martins Junqueira,
Adriana da Motta,
Osmar Prado Pias,
Lurdes Aparecida Teixeira Paiva,
Manoel Coelho de Almeida, 
Luiz Marlan Nunes Carneiro,
Silvania Tamerão Paes,
Rayc Soares Araújo,
Daniele de Almeida Martins Costa, 
Adriana Campos Fugiyara,
Ligia Galando Montilha,
Regina Lucia Ottoni Costa,
Maria do Carmo Pereira Santa Cruz, 
Monsenhor Antônio Nakkoud, 
Luiz Sergio Lunardi,
Rodrigo Lúcio dos Santos,
Eleni Fátima Paschuini dos Santos, 
Inaiara Rocha de Carvalho Gorski,
Marileusa Alvarez Benetti de Lima,
Celso Luiz Brasil Ovelar, 
Luiz Alberto de Luna,
Davi Nogueira Lopes, 
Helton da Silva Nascimento, 
João Augusto Lopes, 
Dalila Fraile Lasmar, 
Pedro Henrique Leopoldo e Silva,
Sandra Maria de Almeida, 
Bibiana de Oliveira Orsi Silva,
Tathyana Smaniotto Rodrigues de Almeida,
Valdir Monteiro, 
Walfrido Soley Valiente,
Rubia Jucie de Oliveira,
Mariluci Moraes do Amaral,
João Bosco Gonçalves Sabura,
Maria Lívia Barbosa Nantes,
Pedro El Daher Neto, 
Carlos Freire Ferreira,
Nathan Freitas Fernandes,
Fernando dos SantosTorres,
Helena Lopes de Lima,
Maria Lúcia de Almeida Silva,
Fernando de Lima Silva,
Paulo Menezes de Oliveira,
Maria Lúcia Barbosa Lima,
Lorena Lopes e Silva,
Luís Celso Silva Meira,
Tatiane Monteiro de Oliva,
Célia de Assis Barbosa,
Beatrice Limeira Valente,
Victorino Silva Mendes,
Silvio Luiz Moreira,
Lucy da Costa Meres,
Celina Castro Assis,
Luís Silva Luzeiro,
Henrique Rodrigues Lima.

*Colaborou Tatyane Gameiro

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (25)

25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
Izaura Saad do Amaral,
José Aparecido Miguel,
Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
Elcimar Serafim de Souza,
Marizeth de Faria Molina,
Eva Lefreve,
Miguel Cherbakian Primo,
Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
Eduardo Orsi Abdul Ahad,
Dra. Janete Lima Miguel,
Dr. Sidney Valieri,
Pércio de Andrade Filho,
Ana Carolina Correia,
Adelino Augusto Arakaki Martins,
Maria Neusa de Souza,
Thomaz Lipparelli,
Cristiane Iguma Câmara,
Bertildes Oliveira de Abreu,
Rose Mary Monteiro,
Joaquim Alcides Carrijo,
Luis Antonio de Oliveira,
Wagner Dagoberto Baptista,
Osmar Marques do Amaral,
Aparecido Camazano Alamino,
Alceu Roque Rech,
Zely Vieira Recalde,
Antônio Vladimir Furine,
Hélio Aldo dos Santos,
Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
Maria Helena Pinheiro,
Zulmira de Freitas,
Nilton Nantes Coelho,
Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
Gabriel Meudau Lemos,
Marilda Coelho Lima,
Otávio Otaviano da Silva Pereira,
Maria Emília da Silva,
Pedro Paulo Gentil,
Dirceu Teixeira Nogueira,
Mirna Gonçalves,
Geraldo Carvalho Corrêa,
Nilson Arantes,
Altagno Sandin Bacarje,
Dilma Alvarenga da Silva,
Agenor de Figueiredo,
Fábio da Costa Rondon,
Maria Aparecida Barros de Moura,
Lodemir Cânepa Penajo,
Carlos Augusto Melke,
Taís Oliveira Pena,
Cristina de Melo Hamana,
Assis Alves Pimenta,
Allan Kardec Victor Hugo dos Santos,
Juliene Aparecida da Silva Gomes,
Wanir Maria Gasparetto da Silva,
Edilson Carlos Araujo de Oliveira,
Dayselene de Lara,
Anuncia Gimenes Ayala,
Antonio da Silva,
José Mário Facioli,
Gustavo Kiotoshi Shiota,
Everton Santos Garcia,
Edmilson Amaral da Rosa,
Carlos Uechi,
José Antonio Amaral Camargo,
Milton de Souza Leite,
Rodrigo Fernandes Ramos,
Silvia Aparecida da Silva Rocha,
Eloisa Fernandes dos Santos,
Ademir Gonçalves da Silva,
Thamara Silva Dauzacker Furlan,
Andreia Gomes Gusman,
Guilherme Coppi,
Rubens José Franco Cozza,
Silvania Gobi Monteiro Fernandes,
Márcio José da Cruz Martins,
Cenise Fatima do Vale Montini Jonson,
Dianary Carvalho Borges,
Carlos Eduardo Tedesco Silva,
Douglas Tiago Campos,
Katiussia Ribeiro Vieira,
Nelma Ortolan Franzim,
Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

COMPORTAMENTO E SOCIEDADE

Sociedade Pesquisa mostra que 80% dos brasileiros se sentem felizes

Levantamento da Ipsos mostra crescimento nos níveis de bem-estar, com destaque para relações pessoais, saúde e espiritualidade como pilares da felicidade entre brasileiros

24/03/2026 08h00

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil Freepik

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Os brasileiros estão mais felizes atualmente do que estavam há um ano. É o que revela o Ipsos Happiness Report 2026, pesquisa global que mede a percepção de felicidade em 29 países e aponta um avanço significativo nos níveis de satisfação da população.

No Brasil, 80% dos entrevistados afirmam estar felizes ou muito felizes (um crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2025), colocando o País entre os mais satisfeitos do mundo, na sétima posição do ranking internacional.

O levantamento mostra que 28% dos brasileiros se consideram muito felizes e 52% felizes. Enquanto 15% dizem não estar muito felizes e apenas 5% afirmam não estar felizes de forma alguma. Os números brasileiros superam a média global, que registra 74% de pessoas felizes, sendo 18% muito felizes.

O cenário nacional acompanha uma tendência internacional: em 25 dos 29 países pesquisados, os níveis de felicidade aumentaram em comparação ao ano anterior.

Apenas três países registraram queda. O dado indica uma melhora generalizada na percepção de bem-estar, possivelmente influenciada por fatores como maior estabilidade econômica e recuperação social após períodos de crise.

Os dados do levantamento revelam uma compreensão mais ampla sobre o que significa ser feliz. No Brasil, essa percepção está fortemente associada a vínculos afetivos, saúde e propósito de vida – elementos que, mesmo diante de desafios econômicos, sustentam níveis elevados de satisfação.

Ao mesmo tempo, o estudo evidencia que a felicidade não é distribuída de forma uniforme e pode variar de acordo com fatores como idade, renda e contexto social.

MOTOR DA FELICIDADE

No Brasil, a felicidade tem raízes profundas nas relações humanas e no bem-estar emocional. O principal fator apontado pelos entrevistados é o sentimento de ser amado ou valorizado, citado por 34%. Em seguida, aparecem a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%).

Esses resultados mostram que, mais do que condições materiais, são os vínculos afetivos e a qualidade de vida que sustentam a sensação de felicidade entre os brasileiros.

A tendência também se repete globalmente: sentir-se apreciado e ter boas relações familiares aparecem como os principais motores da felicidade em diversos países.

Outro ponto de destaque é o papel da espiritualidade. No Brasil, 22% dos entrevistados apontam a fé ou a vida espiritual como um fator relevante para a felicidade – mais que o dobro da média global, que é de 10%.

O dado reforça uma característica cultural marcante do País, onde a religiosidade segue sendo um elemento importante na construção do bem-estar.

Além disso, fatores como perceber que a vida tem sentido e ter controle sobre a própria trajetória também aparecem entre os elementos que contribuem para a felicidade, indicando uma combinação entre aspectos emocionais, sociais e subjetivos.

DIFERENÇAS ENTRE GÊNEROS

A pesquisa também revela nuances importantes quando se observa o recorte por gênero. Entre os brasileiros que se dizem muito felizes, os homens aparecem em maior proporção (29%) em comparação às mulheres (26%).

No entanto, quando se trata do grupo que se declara feliz, as mulheres lideram, com 54%, frente a 50% dos homens.

Os dados sugerem que, embora os níveis gerais de felicidade sejam semelhantes entre os gêneros, a intensidade dessa percepção pode variar. Ainda assim, a soma total de pessoas satisfeitas com a vida se mantém elevada em ambos os grupos.

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no BrasilEspiritualidade é duas vezes mais relevante para a felicidade dos brasileiros do que para a média global - Foto: Freepik

VARIAÇÃO AO LONGO DA VIDA

O estudo também analisa como a felicidade muda com a idade – e os resultados mostram um padrão curioso. A satisfação com a vida tende a ser alta na juventude, sofre uma queda por volta dos 50 anos e volta a crescer nas décadas seguintes, atingindo seu pico após os 70 anos.

Globalmente, pessoas com mais de 70 anos apresentam os maiores níveis de felicidade, enquanto aquelas na faixa dos 50 anos estão entre as menos satisfeitas.

No Brasil, a faixa etária entre 50 e 74 anos concentra o maior índice de felicidade, com 82% das pessoas se declarando felizes ou muito felizes. O dado indica que, apesar de desafios comuns à meia-idade, como questões profissionais ou financeiras, há uma retomada significativa do bem-estar com o avanço da idade.

Por outro lado, a geração Z – formada por jovens nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2010 – é a que apresenta o maior porcentual de pessoas que se dizem nada felizes, embora esse número ainda seja relativamente baixo, de 6%.

UM DOS MAIS FELIZES

No ranking global, o Brasil aparece entre os países com maior índice de felicidade. As primeiras posições são ocupadas por Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). Com 80% da população feliz, o Brasil figura logo atrás, consolidando-se como um dos países mais satisfeitos entre os pesquisados.

A trajetória também é positiva no longo prazo. Desde 2011, o índice de felicidade no Brasil aumentou três pontos porcentuais, contrariando uma tendência de queda observada em alguns países ao longo dos anos.

Esse crescimento indica que, apesar de desafios econômicos e sociais, a percepção de bem-estar no País tem se mantido resiliente, sustentada principalmente por fatores não materiais.

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA

Se por um lado a felicidade está ligada a aspectos emocionais e relacionais, a infelicidade tem uma origem mais concreta. No Brasil, a situação financeira é o principal fator de insatisfação, citado por 54% dos entrevistados.

Na sequência, aparecem a saúde mental e o bem-estar (37%) e as condições de moradia (27%). O padrão é semelhante ao observado globalmente, em que a situação financeira também lidera como principal causa de infelicidade, com 57% das menções.

O impacto das finanças é transversal e atinge todas as gerações. Entre os baby boomers, 68% apontam esse fator como a principal causa de infelicidade. O índice cai para 62% na geração X e para 49% entre millennials e geração Z, mas ainda se mantém como o principal motivo em todos os grupos.

A pesquisa também evidencia uma relação direta entre renda e felicidade. Pessoas com maior poder aquisitivo tendem a ser mais felizes (79%) do que aquelas com renda mais baixa (67%), o que reforça a importância das condições materiais na qualidade de vida.

Apesar do peso das finanças na infelicidade, a percepção sobre a economia apresentou melhora este ano. Em 18 dos 29 países analisados, mais pessoas passaram a acreditar que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior.

Essa mudança pode ter contribuído para o aumento geral da felicidade, visto que reduz a insegurança e melhora as expectativas em relação ao futuro.

O estudo sugere que, embora fatores econômicos não sejam os principais responsáveis pela felicidade, eles exercem forte influência quando se trata de insatisfação, especialmente em contextos de instabilidade.

METODOLOGIA

O Ipsos Happiness Report 2026 foi realizado entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, com a participação de 23.268 adultos em 29 países. As entrevistas foram conduzidas por meio de plataformas on-line, com exceção da Índia, onde parte da coleta foi feita presencialmente.

No Brasil, a amostra contou com cerca de mil entrevistados, com margem de erro estimada em 3,5 pontos porcentuais. Os dados foram ajustados para refletir o perfil demográfico da população adulta, com base nos censos mais recentes.

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