Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

LUTO

Poeta e compositor Jorge Salomão morre aos 73 anos

Salomão teve um infarto em fevereiro, mas estava em recuperação
07/03/2020 18:00 - Estadão Conteúdo


 

O poeta e compositor Jorge Salomão morreu neste sábado, 7, no hospital municipal Miguel Couto, na zona sul do Rio de Janeiro. Irmão de Waly Salomão, Jorge foi também diretor de teatro e escritor, e teve músicas gravadas por grandes nomes da MPB.

Ainda não há informações oficiais sobre a causa da morte, nem sobre velório e sepultamento, mas em fevereiro, o compositor já havia sido internado no Rio por conta de um enfarte. Ele também enfrentou recentemente uma pneumonia e uma úlcera no duodeno.

Nascido na Bahia, onde iniciou sua carreira no teatro, Jorge se mudou para o Rio em 1969 e ao lado de Waly e de Torquato Neto foi uma presença marcante na cena cultural da cidade. Nessa época, trabalhou na revista Navilouca e dirigiu o espetáculo Luiz Gonzaga Volta Pra Curtir. Ele também produziu capas de disco e serviu de inspiração para a canção Jeca Total, de Gilberto Gil

De acordo com o Dicionário Cravo Albin da MPB, Jorge viveu em Nova York de 1977 a 1984, onde participou de várias experiências em vídeo e performances. Ao longo de sua carreira, colaborou com textos e produções para vários jornais e revistas brasileiras.

Entre seu parceiros musicais estão Roberto Frejat e Marina Lima, e nomes como Adriana Calcanhotto, Cássia Eller, Barão Vermelho, Zizi Possi e Zé Ricardo também gravaram canções suas.

Em 2019, a editora Gryphus lançou 7 em 1, com sete livros do escritor. "Ele capta o sentido da poesia no seu texto, na sua própria arte", escreveu Nélida Piñon na orelha da edição. "É um homem luminoso que ama os seres, que ama as palavras, e que vai ao holocausto por elas."

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.