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COR E ARTE

Professores se unem em campanha para arrecadar material escolar para crianças em casa

Materiais vão ajudar crianças que não tem os mesmos recursos que uma sala de aula
04/05/2020 07:00 - Naiane Mesquita


 

Durante a pandemia de Covid-19, as crianças foram uma das mais afetadas pelas medidas de isolamento social impostas pelos órgãos oficiais a fim de diminuir a incidência de contágio do vírus entre a população. Com as escolas fechadas, atividades a distância e, agora, férias antecipadas, os estudantes precisaram aprender e se distrair dentro de casa. 

Porém, nem todas as crianças têm condições de manter as atividades escolares e de diversão com os mesmos materiais encontrados em sala de aula. Para tentar diminuir a desigualdade, um grupo de professores universitários criou a Sacola Arteira, um kit com vários itens que será entregue a 200 famílias cadastradas na Central Única das Favelas de Mato Grosso do Sul (CUFA-MS). 

“Eu sou professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e há vários colegas do curso de Artes Visuais, Artes Cênicas, Biologia e da Educação Básica. São pessoas que gostam de artes ou são professores de artes. Ao todo são 25 integrantes que estão participando”, explica a professora Rozana Valentim, 45 anos. 

Em casa, lecionando para acadêmicos a distância pela internet, Rozana teve a ideia de criar o material após observar as filhas. “Elas têm todo o material para produzir, para estudar, e pensei que várias crianças não têm nem o básico, como alimentação e produtos de higiene, quanto mais material escolar. E essas crianças estão em casa, sem poderem sair para brincar. Sabemos que no dia a dia da sala de aula as atividades ajudam a alegrar a vida, a refletir e colocar para fora os sentimentos e a energia”, explica a professora. 

Como essa é a primeira campanha do grupo de professores, eles não sabiam como chegar até as comunidades carentes. “Foi quando eu conheci o trabalho da CUFA. Fui em busca para saber se era uma iniciativa interessante, uma causa séria, e percebi que sim. Eles atendem vários bairros, que ficam em locais menos acessíveis da cidade”, ressalta.

Segundo Rozana, no cadastro há 200 famílias – cada uma têm, em média, de 3 a 6 crianças em casa. “A meta é de ao menos um kit para cada família. As crianças terão de fazer o exercício de dividir o material”, frisa.

Mais cor

Para conseguir o kit, as professoras foram em busca de várias papelarias e acabaram encontrando uma opção que não quebre o isolamento social. Os produtos podem ser adquiridos pela internet, que depois serão retirados pelo grupo. “Não queria que as pessoas ficassem saindo de casa para ajudar, a ideia era propor tudo por [compras] on-line. Conseguimos um bom desconto no valor do kit, e deu certo”, indica. 

Além do material escolar, o kit foi montado em uma sacola colorida e terá livros paradidáticos para auxiliar no aprendizado das crianças. Para complementar, os professores também decidiram incluir outro presente, 200 sacolinhas de doces para as crianças. “Por enquanto só vendemos 20 kits, estamos começando a divulgar agora”, acredita.

Como ajudar

Para comprar o kit acesse o site da campanha. Já no site, clique na opção “comprar”. Após isso, selecione a quantidade de sacolas que deseja adquirir para doação e então clique na opção “finalizar compra”. Informe seu e-mail, clique na opção “continuar” e preencha seus dados. No tópico “entrega”, na opção “CEP”, adicione o número 79008-070, referente à loja, e as informações de endereço da mesma: Rua Dom Aquino, 431, Bairro Amambaí, Campo Grande – MS. 

Opte pela opção “retirada”, desta forma os colaboradores do projeto vão até a loja fazer a retirada das sacolas para que estas sejam destinadas à comunidade. Depois, selecione a forma de pagamento. O kit custa R$ 34,50. Informações pelo telefone (67) 99245-9794.

 

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.