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Saúde B+: Da fama à popularidade: uso de lentes de contato dentais e seus riscos e cuidados

Especialista e cirurgiã-dentista, explica o caso de famosas e como as lentes de contato dentais se popularizaram tanto; além de tirar as principais dúvidas sobre os riscos e cuidados com a saúde bucal.

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A técnica que aplica as facetas laminadas de porcelana ou lentes de contato dentais é um procedimento antigo usado na década de 30, quando o dentista americano Charles Pincus passou a produzir lentes de porcelana para colagem provisória em estrelas de Hollywood.

Elas são lâminas finas de porcelana que são colocadas na parte frontal e, às vezes, na ponta do dente com o intuito de restaurar a forma e cor.

Somente anos depois que surgiu uma “cola” adequada para fixar as lentes ao esmalte dentário, permitindo a colagem das facetas sem precisar removê-las. Atualmente, o tipo mais popular de cola usado em procedimentos são os cimentos resinosos. 

“É o material mais indicado para a cimentação das facetas em cerâmica, por ter melhor adesão, por trabalhar com várias tonalidades de cor a fim de deixar as facetas mais naturais, além da questão de resistência à corrosão, do deslocamento, durabilidade, dentre diversas outras vantagens.”, detalha a Dra. Gabriela Viana, especialista em odontologia, harmonização facial e estética da clínica.

São muitos os benefícios estéticos que esse tratamento proporciona e que conquistam às pessoas. Como prova disso, diversas celebridades e famosos adotaram o uso das lentes de contato dentais, o que influencia as pessoas na procura e no uso do procedimento, e as fazem valorizar ainda mais a imagem e saúde bucal.

Não é difícil entender o porquê de se tornar tão popular: 

“Há uma praticidade do procedimento em relação aos resultados e uma aparência natural final que corrigem imperfeições estéticas e transformam sorrisos. Acontece que, como em todo procedimento estético, existem seus riscos e cuidados.”, comentou a especialista.

As influenciadoras Gkay e Flávia Pavanelli, por exemplo, tiveram uma de suas facetas quebradas por bruxismo - transtorno involuntário em que a pessoa aperta, desliza ou bate os dentes, principalmente durante o sono. 

As influenciadoras GKey e Flávia Pavanelli - Reprodução na Internet

Quais são os principais riscos associados ao uso inadequado de lentes de contato dentais?

De acordo com a dentista, podemos citar 5 principais riscos:

1 - Danos ao esmalte dental: A preparação inadequada dos dentes para as lentes de contato pode remover excessivamente o esmalte, tornando os dentes mais suscetíveis a cáries e sensibilidade;

2 - Problemas gengivais: Lentes mal adaptadas podem causar inflamação, recessão gengival e aumentar o risco de doenças periodontais;

3 - Descolamento ou fratura das lentes: Se as lentes não forem bem fixadas ou se forem de má qualidade, podem descolar ou fraturar, necessitando de substituições frequentes.

4 - Alteração na mordida: Uma adaptação inadequada pode interferir na mordida do paciente, causando desconforto e possíveis problemas articulares.

5 - Desgaste e cáries : O uso inadequado pode levar ao desgaste excessivo dos dentes naturais e facilitar o aparecimento de cáries devido ao acúmulo de placa bacteriana ao redor das lentes.

Como a popularidade das lentes de contato dentais entre famosos e influenciadores pode impactar a percepção pública sobre a saúde bucal e estética dental?

Segundo Gabriela, pode impactar de diversas maneiras. “As pessoas acabam normalizando o uso das lentes por serem vistas como uma solução rápida e acessível para problemas estéticos, sem considerar os riscos. Além de aumentar os requisitos para alcançar padrões estéticos mais elevados, muitas vezes sem considerar a saúde bucal a longo prazo.”, comenta a especialista estética.

Com a popularidade, pode haver uma compreensão inadequada do procedimento e seus riscos. “Muitas pessoas buscam pela praticidade e ignoram a pesquisa, a necessidade de uma avaliação completa com profissionais qualificados e materiais de maior qualidade, isso é um grande risco!”., completa Gabriela.

Quais problemas específicos foram relatados por celebridades como Gkay e Flavia Pavanelli com o uso de lentes de contato dentais?

Após a análise da cirurgiã dentista, foi identificado os seguintes problemas:

  • Sensibilidade dental: Desconforto e sensibilidade aumentada, especialmente ao consumir alimentos e bebidas quentes ou frias;
     
  • Problemas estéticos: Insatisfação com a aparência das lentes, como cor ou forma inadequadas, exigindo substituições;
     
  • Desgaste e fraturas: Quebras ou danos nas lentes, necessitando de reparos frequentes;
     
  • Desconforto geral: Relatos de sensação de "dentes falsos" ou dificuldade em se adaptar às lentes.
     
  • Por que é importante realizar uma avaliação completa antes de optar pelo uso de lentes de contato dentais?
     
    Saúde B+: Da fama à popularidade: uso de lentes de contato dentais e seus riscos e cuidados - Divulgação


    A doutora diz que deve ser feita uma avaliação geral:
     
  • Diagnóstico  preciso: Identificar problemas dentais que possam contraindicar o uso de lentes de contato, como cáries ou doenças gengivais;
     
  • Planejamento adequado: Garantir que a estrutura dental é adequada para receber as lentes sem comprometer a saúde dos dentes;
     
  • Personalização do tratamento: Desenvolver um plano de tratamento personalizado que atenda às necessidades estéticas e funcionais do paciente;
     
  • Prevenção de complicações: Reduzir o risco de problemas futuros, como danos ao esmalte, sensibilidade ou problemas gengivais;

Escolha de materiais e técnicas: Selecionar os materiais e técnicas mais adequados para garantir a durabilidade e a estética desejada.

Quais são as recomendações para manter a saúde bucal ao usar lentes de contato dentais?

Veja os 5 cuidados essenciais para manter a saúde bucal com o uso das lentes de contato nos dentes segundo a especialista:

1 - Higiene oral rigorosa: Escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia e usar fio dental diariamente; 

2 - Consultas regulares ao dentista: Realizar check-ups periódicos para monitorar a saúde bucal e a integridade das lentes; 

3 - Uso de produtos adequados: Utilizar cremes dentais e enxaguantes bucais recomendados pelo dentista, evitando produtos abrasivos; 

4 - Alimentação balanceada: Evitar alimentos e bebidas que possam manchar ou danificar as lentes, como café, vinho tinto e alimentos ácidos; 

5 - Proteção dental: Em casos de bruxismo ou práticas esportivas, usar protetores dentais para evitar danos às lentes.

Antes de qualquer modificação ou intervenção no equipamento dental, é importante verificar todas as alternativas com um especialista. “Pesquise, avalie e busque por um profissional adequado para cuidar da sua saúde bucal, pois ela reflete diretamente na saúde geral.”, finaliza a doutora.

Diálogo

Petista que posa de vestal da moral e dos bons costumes vem colecionando... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta terça-feira (15)

15/09/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Margaret Thatcher - Política britânica

"Estar no poder é como ser uma dama. Se tiver que lembrar às pessoas quem você é, você não é”.

FELPUDA 

Petista que posa de vestal da moral e dos bons costumes vem colecionando revés na Justiça Eleitoral. Em vez  de apresentar propostas e mostrar ao eleitor o que pretende fazer na Câmara Federal, caso seja eleito, prefere se perder em intrigas e tentativas de desestabilizar adversários, segundo político que conhece bem os bastidores. A estratégia, pelo visto, tem sido mais de conversa do que de conteúdo. Detalhe: o dito-cujo, a cada eleição, tenta conquistar um mandato, mas nunca consegue. Como se vê, discurso inflamado nem sempre é suficiente para convencer o eleitor.

DiálogoFoto: Reprodução

Disponível gratuitamente para toda a população, a AEDO – Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos – feita em cartório pode ser consultada, via CPF do falecido, pelos responsáveis do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, diretamente na Central Nacional de Doadores de Órgãos. A iniciativa, que busca ajudar as pessoas que atualmente aguardam na fila por transplante de órgão, pode ser solicitada digitalmente em qualquer um dos Cartórios de Notas do Brasil. O interessado preenche um formulário diretamente no site www.aedo.org.br, que é recepcionado pelo cartório selecionado. Em seguida, o tabelião agenda uma sessão de videoconferência para identificar o interessado e coletar a sua manifestação de vontade. Por fim, o cidadão e o notário assinam digitalmente a AEDO, que fica disponível para consulta do Sistema Nacional de Transplantes. É possível ainda escolher qual órgão deseja doar –medula, intestino, rim, pulmão, fígado, córnea, coração ou todos. No Brasil, a maioria das pessoas na fila única nacional de transplantes aguarda a doação de um rim, seguido por fígado, coração, pulmão e pâncreas, Pela legislação vigente, quem autoriza a doação em caso de morte encefálica é a família, que precisava estar ciente da intenção da pessoa em doar seus órgãos e/ou tecidos. Com a AEDO esta manifestação de vontade fica registrada dentro de uma base de dados acessada pelos profissionais da Saúde, que terão em mãos a comprovação do desejo do falecido para apresentar à família no momento do óbito. A plataforma está acessível 24 horas por dia, 7 dias por semana, de qualquer dispositivo com acesso à internet.

Diálogo Mônica, Marcela e Eduardo Riedel - Foto: Arquivo Pessoal

 

Diálogo Dra Juliana Lusvarghi - Foto: Arquivo Pessoal

Termômetro

A sucessão da prefeita Adriane começa a entrar no radar político de Campo Grande com vistas a 2028, embora a movimentação mais efetiva deva ocorrer a partir de 2027. Ainda não se sabe  se os partidos que hoje integram o arco de alianças do governador Riedel estarão novamente do mesmo lado. Algumas figuras já andam assanhadas e ensaiam colocar o bloco na rua. A eleição deste ano poderá servir para medir força e espaço dos candidatos. 

Cadeiras

Se for reeleito, o governador Riedel poderá entrar na disputa por uma das vagas ao Senado em 2030. A cadeira que estará em jogo será a da senadora Tereza Cristina, com o final do seu mandato. Ela, por sua vez, também poderá entrar na disputa pelo Governo de MS. Assim, as eleições deste ano já produzem reflexos sobre a montagem do cenário de 2030. Como na política ninguém costuma olhar apenas para a próxima curva...

Responsa

Está nas mãos dos irmãos Fábio e Marcos Trad, hoje em partidos de esquerda, parte importante da responsabilidade de ampliar o espaço político da família nestas eleições. Fábio disputa o Governo, enquanto Marcos busca uma vaga na Câmara dos Deputados. O senador Nelson Trad Filho, por sua vez, desistiu do confronto direto e agora integra uma chapa majoritária como suplente. Se os dois irmãos não obtiverem sucesso nas urnas, o legado político da família poderá sofrer um forte revés. A eleição, portanto, servirá para medir a força do sobrenome.

ANIVERSARIANTES 

  • Leni Fernandes, 
  • Déo José Rimoli Filho,
  • Neiba Ota,
  • Marcus Vinicius Saucedo Perez, 
  • Dalila Felix Damian Miragaia, 
  • Adirson Moreno Peixoto,
  • Gete Ottano da Rosa,
  • Francisca Cosma de LIma Cordeiro,
  • João Yossimitu Chimabuco,
  • José Pereira de Viveiros,
  • Oilson Rizzo,
  • Paulo Cesar Coelho,
  • Rodrigo Seabra Gomes,
  • Josefina Antonia Toledo da Silva,
  • Julianne de Souza Espindola,
  • Cleusa Araujo Clark,
  • Yassuo Noguchi,
  • Silvia Kozima,
  • Gilza Nuria Marroni,  
  • Paulo Sergio França,
  • Jurandir Calixto da Cruz,
  • Osny Duarte Ribeiro,
  • Carlos Hamilton Pereira,
  • Dr. José Rizkallah, 
  • Dr. Jorge Eduardo Rodrigues,
  • Mauro Antônio Zaionc, 
  • Eliane Del Greco Michelazzo,
  • Roberto Pinheiro de Lima,  
  • Wilson Marques Barbosa,     
  • Ana Cecília Mascarenhas Moreira,
  • Vanir Pato dos Santos,
  • Ricardo Ferreira,
  • Sueli Higa, 
  • Orlando Costa Marques Leite,
  • Rochelle Costa,
  • Vanildo Neves Barbosa,
  • Raimundo Nonato Teixeira,
  • Lecir Regenold Martins, 
  • João Pereira Guimarães Neto,
  • Gislene Maria de Macedo,
  • Maurilio Nicomedes da Cunha,
  • Neuza Maria Trindade Benites,
  • Luiza Miyahira,
  • Eliane Novaes Guimarães,
  • Hélio Arthur Bacha,
  • Alex Addor,
  • Nelson Buianain Filho, 
  • Arides Gonçalves Gattis,
  • Dr. Victor Hugo Andrade de Oliveira,
  • Cleber José Ferreira Aguilar,
  • João Nunes,
  • Ramão Barbosa de Souza,
  • Josias dos Santos Rosa,
  • Cleiton Alves Rodrigues,
  • Roberto de Paula Almeida, 
  • Vera Brum,
  • Dr. Aristóteles Ferreira,
  • Maria Cristina Andrade Lopes,
  • Wilson Gomes,
  • Anibal do Nascimento Reis,
  • Maria Antonieta Assunção,
  • Silvio Bezerra Silva,
  • Edison Nepomuceno,
  • Rosiane Nogueira Escobar,
  • Hilda Silveira Gomes,
  • Marisa Mendes Gonçalves,
  • Orcílio Pereira de Queiroz,
  • Dácio Barbosa,
  • Antônio Cotrim Júnior,
  • Dra. Jussara Toshie Hokama, 
  • Elsi Abussafi dos Santos,
  • Márcio César Gonzaga,
  • Pedro Sorrilha Nantes,
  • Sérgio Adalberto Oliskovicz,
  • Hudson Oliveira,
  • Maria de Lurdes Teófilo Tavora,
  • Pedro Paulo Batista,
  • Carmem Fonseca,
  • Soraia Aparecida Chrun Silva,
  • Cristina Xavier da Silva,
  • Emanuel Kilkner Xavier Correa,
  • Altair Carvalho de Oliveira,
  • César Glauco dos Santos Braga,
  • Hans Edgar Bacahenheimer Aguilera,
  • João Edson Vitti,
  • Arnaldo Oscar Drews,
  • João Sguissardi da Rosa,
  • Milton dos Santos de Souza,
  • Roseli Douxera Aquino,
  • José Carlos Oliveira Junior,
  • Manoel Afonso, 
  • Janete Bellini D´Oliveira,
  • Plinio de Arruda Junior,
  • José Carlos Sena,
  • Zito Manuel da Silva,
  • Fabiano Battiston,
  • Oscar Aparecido Santana,
  • Waldelino Pereira Fernandes,
  • Alexandre Rodrigues Favilla,   
  • Nailor Holsback Pereira,          
  • Ayrton Assunção Matos Júnior,     
  • Cassiano Zambam Biglia,
  • Jair de Almeida Serra Neto,
  • Laralice da Rocha Aidar,
  • Jucyliana Cristine Arantes,
  • Mozart Stefani, 
  • Taís Gouvêa Assunção, 
  • Lourdes Peres Benaduce,
  • Roberta Moreschi,
  • Samanta Viki Ramos,
  • Marlene Meneses de Almeida.

Colaborou com Tatyane Gameiro

crônica

Cidade Afeto

14/09/2026 15h05

Arquivo

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Ao aceitar o convite  de Henrique Medeiros, presidente da Academia de Letras de Campo Grande e da amiga   e acadêmica Theresa Hilcar para uma palestra, a memória revirou.  Não imaginava que viveria tantas emoções em dois dias. Momentos diferentes de minha vida vieram à tona. 

Marcia, minha esposa,  e eu percorremos o que foi possível da cidade, a qual estou ligado desde os anos 1970-1980, quando reunido com autores de minha geração atravessávamos o País   fazendo palestras a estudantes e professores em escolas, pátios, quadras, porões, calçadas, praças, estações ferroviárias, resistindo a um regime que tentava nos calar.

Para mim, esta ida, agora, semanas atrás, me trouxe Berlim, onde morei nos anos 1980. Acabara de me separar de  Bia, minha esposa, e ela mudara para o Mato Grosso com meus filhos. Comunicávamo-nos por telefone. Eu fazia a ligação para Daniel e André, à noite nos orelhões berlinenses. Era muitíssimo mais barato. Havia os fusos, porém os meninos me aguardavam ansiosos para transmitir tudo da  cidade deles, tão verde. Enquanto eu estava enregelado, ele ardiam de calor, e riam, não entendiam a diferença. Eu dizia: “estou com um pouquinho de neve na mão”, e eles queriam saber: “Qual  é o gosto da neve”. Berlim era gelada e gelado e Campo Grande, ardia. 

Eu acompanhava as escolas deles, dos jogos de futebol nos terrenos vagos em torno da casa na Rua da Paz, dos passeios.  Contavam dos campeonatos de futebol de salão no colégio. Estavam felizes, a cidade os acolheu. Eu me adaptava a Berlim,  eles a Campo Grande. Havia afeto. Lembro-me rindo de um “castigo” para alunos  rebeldes.  Eram trancados na biblioteca. Daniel e André faziam arrelia para serem  fechados e ali ficavam lendo. Eu sabia da Rua da Paz, onde tinham morado,  jogando futebol nas ruas de terra. Hoje avenidas asfaltadas, em bairro de classe média alta, a casa em que os meninos moravam, desapareceu.

Circulei por uma cidade dominada por um verde exacerbado que me atordoava, eu lembrando o romance “Não Verás País Nenhum”, hoje um clássico da questão ambiental. Assim  circulei em torno do cerrado conservado, milhares de árvores  me envolvendo e ouvia, sim, uvia,  todo aquele verde me  agradecendo pela imensa reserva do Cerrado.  Apego à natureza. 

Aquela época lá atrás foi a  do muro de Berlim com seus belvederes  (observatórios)  aos quais  subíamos do lado de cá, dito democrático, para  observar os “comunistas” do “lado de lá”. Como se fossem animais de zoológico. Loucuras da Guerra Fria.

Na semana passada, em   acordo entre a Academia Brasileira e a de Campo Grande  falei por duas horas para uma sala lotada. Ou seja, as academias estão  se   abrindo,  multiplicando encontros pelo País inteiro.
Terminados os autógrafos  fomos levados para o Território Ristorante, do filho de Theresa Hilcar , Diogo Wendling ,que ficara aberto para nos receber. Lá estavam os chefs e cozinheiros, fora de seus horários, em homenagem à literatura. Os matogrossenses tem ideia do tesouro raro que tem?  Calculam o valor de uma cozinha superior aos mais medalhados de São Paulo, Rio, Nova York? Diogo na cozinha se  pauta pela inovação  sem esquecer o regional.  É um olhar contemporâneo à gastronomia italiana. Marcia e eu hesitamos entre o Torteille di Ossobuco e o Entrecôte di Angus ala Grigia. Decidimos pelo Risoto Pantaneiro que leva carne seca, banana-da-terra, parmesão e pangrattato.  Disputando palmo a palmo com os parisienses “L’Atelier” ou o “Le Perocope”, ”Le Meurice”ou o “JulesVerne”Comida é afeto. Falar é formar leitores  Campo Grande, cidade afeto.

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