Economia

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Bovespa fecha em queda de 2 % e dólar em alta de 1,75%

Bovespa fecha em queda de 2 % e dólar em alta de 1,75%

Redação

05/06/2010 - 20h53
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Claudia Violante, Silvana Rocha
e Sueli Campo (AE)

 

A Hungria roubou a cena do mercado acionário ontem, transformando uma sexta-feira que reunia todas as condições para ser morna na Bovespa em um tombo de 2%. O resultado até foi ameno, considerando que as bolsas norte-americanas despencaram mais de 3%, reagindo ainda aos dados abaixo da expectativa do mercado de trabalho em maio. O que favoreceu o principal índice à vista doméstico a conter a queda ante seus pares foi a alta das ações Petrobras, com a notícia de uma nova descoberta de petróleo e o anúncio da contratação dos bancos coordenadores para a oferta de ações da empresa dentro do processo de capitalização.

O Ibovespa terminou a sexta-feira em baixa de 2,01%, aos 61.675,75 pontos. Na mínima, registrou 61.422 pontos (-2,42%) e, na máxima, 62.940 pontos (estável). Apesar da amplitude das altas e baixas nos últimos dias, o índice acumulou perda de apenas 0,44% na semana. Em junho, a perda é de 2,17% e, em 2010, de 10,08%. O giro financeiro totalizou R$ 5,161 bilhões.

Nos EUA, o Departamento do Trabalho anunciou que houve criação de 431 mil vagas em maio, ante previsão de +515 mil. Só que 411 mil desse total foram destinadas aos novos pesquisadores do censo do país.

As bolsas europeias terminaram em baixa, mas inferiores às registradas pelas norte-americanas. O Dow Jones encerrou o dia em baixa de 3,16%, aos 9.931,22 pontos.

 

Câmbio

No fechamento, o dólar à vista no balcão foi cotado a R$ 1,8580, em alta de 1,75%. Na BM&F, onde a liquidez foi muito fraca, o pronto encerrou na máxima, com ganho de 1,59%, a R$ 1,8602. De acordo com a assessoria de imprensa da Bolsa, o giro financeiro em D+2 registrado pela clearing de câmbio ( que inclui operações com prontos na BM&F e Balcão) somou US$ 1,423 bilhão, dos quais US$ 250 milhões (equivalentes a apenas um negócio fechado) foram registrados pelo pronto da BM&F. No mercado futuro às 16h49min, o dólar com vencimento em 1º de julho subia 2,19%, a R$ 1,8700.

O Banco Central fez leilão de compra das 12h05min às 12h15min e fixou a taxa de corte em R$ 1,8409.

 

Juros

O mercado de juros termina a semana que antecede a reunião do Copom apostando numa política monetária acomodatícia por parte do Banco Central. Os contratos mais longos devolveram prêmios, reagindo ao quadro externo negativo. Já os vencimentos mais curtos ficaram praticamente travados num dia de pouca liquidez por ser ponte entre o feriado doméstico de ontem e o fim de semana, precificando uma elevação da Selic de 0,75 pp no encontro do Banco Central da próxima quarta-feira.

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