Depois de forte volatilidade durante a manhã, o mercado doméstico colou no otimismo externo e engatou uma queda contínua e forte no dólar, com o pronto acumulando perda de 0,66% ante o real na semana, a despeito das duas medidas que o governo tomou para conter a apreciação cambial - alta de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas aplicações estrangeiras em renda fixa e aumento no prazo de antecipação de contratos de câmbio. Os operadores somaram várias notícias do dia para tentar explicar o movimento.
Entre elas, o rali positivo nas Bolsas norte-americanas, que contagiou a Bovespa. Também citaram a perspectiva de que a China e Hong Kong tenham seu rating (nota) melhorado em breve pela Moody''s, que hoje colocou essas duas dívidas em revisão. Mas o fator que ninguém tem a certeza - fluxo positivo - é o mais citado e seria o mais lógico para explicar uma reversão tão brusca já que, depois de bater máxima de R$ 1,690 durante a manhã, o dólar chegou à mínima de R$ 1,665 após o leilão de compra do BC à tarde.
O volume total de dólares negociados no pregão desta sexta-feira, registrado na clearing da BM&F até as 16h47, era de US$ 3,1 bilhões. O número é considerado bom, mas sem maiores destaques. Isso sinaliza que, se houver fluxo positivo, não deve merecer maiores destaques. E já era isso que diziam os operadores, que acrescentaram que a entrada teria ocorrido pelo segmento financeiro.