Comerciantes bolivianos fecharam a fronteira de Corumbá para pedir mais elasticidade nas cotas de importação de roupas. Desde outubro, a Receita Federal baixou limites para vestuário e aumentou para produtos de uso pessoal, como bebidas. Com limite menor, sacoleiros brasileiros diminuiram as compras no varejo da Bolívia.
Cerca de 300 pessoas impediram, na manhã de hoje (18), o tráfego de veículos. O protesto deve terminar na madrugada de amanhã.
O líder do movimento, Marcus Aranibar, presidente da Organização 12 de Outubro, disse à imprensa local que vai "tomar atitudes mais drásticas" se a Receita não estiver disposta a negociar. Segundo ele, o limite de compras caiu de 5 para 3 peças, o que coloca o turismo de compras em risco.
A Normativa 1.059, válida desde 1º de outubro, impõe como limite de compra 20 peças, que custem até US$ 5 (R$ 8,70), e proibe mais de dez unidades idênticas do mesmo produto na bagagem, para evitar que as mercadorias sejam vendidas. Para viagens aéreas, a cota é de US$ 500 (R$ 870), e de US$ 300 (R$ 522), para terrestres e fluviais.