O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reúne-se hoje (7) e amanhã para decidir os rumos da taxa básica de juros, a Selic. Será a última reunião do ano e da gestão de Henrique Meirelles, que passa a bola para Alexandre Tombini, o escolhido de Dilma Rousseff (PT) para comandar a instituição.
O mercado aposta na manutenção da Selic em 10,75%, mas prevê elevação da taxa já na 1ª reunião sob novo governo, em janeiro. O Boletim Focus indica adição de 0,50%, para 11,25% ao ano.
A taxa Selic é referência para as operações de crédito no País. A elevação é estratégia do governo para acalmar o consumo e controlar a inflação, que voltou a crescer. Em Campo Grande, forçada pela alta dos alimentos (leia-se carnes), o índice é o maior dos útlimos 6 anos, acumulado em 5,93% neste ano.
Esta semana, reúne-se o Comitê de Política Monetária do Copom, o último encontro do ano e do mandato Lula-Meirelles. No Focus, a previsão do mercado financeiro é de manutenção da taxa Selic nos 10,75% atuais, no encontro dos dias 7 e 8, mas aumento já a partir da primeira reunião de 2011, sob mandato Rousseff-Tombini.