Os contratos novos de aluguel residencial tiveram uma alta acumulada de 12,88% nos 12 meses até novembro, segundo dados do Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo), divulgados nesta segunda-feira (20).
A alta, segundo o vice-presidente de gestão patrimonial e locação do sindicato, Francisco Crestana, reflete a falta de imóveis para alugar na cidade. Ele afirma que isso poderia ser revertido com a volta dos investidores ao mercado.
- Alguns incentivos fiscais, como a isenção do Imposto de Renda sobre a receita de aluguel recebida pelo locador, poderiam mudar esse cenário.
Em novembro, na comparação com outubro, os contratos de aluguel fecharam com um aumento de 1,6% nos valores. Os aluguéis de imóveis de um dormitório foram os que mais subiram, com alta média de 2,2%. Já as unidades de dois quartos tiveram alta de 1,5%; os de três quartos subiram 0,9%.
Garantia
Em novembro, a modalidade de garantia mais utilizada foi o fiador, que respondeu por quase metade dos imóveis locados (49%). Outro instrumento jurídico muito usado foi o depósito de até três meses (incluindo nessa estatística também as cauções), com 31% dos contratos efetuados. O seguro-fiança aparece com um quinto dos contratos de locação fechados em novembro.
As casas e os sobrados foram os imóveis alugados mais rapidamente: demoraram em média entre 12 e 29 dias para serem ocupados.