As mensalidades cobradas pelas universidades da Capital ficarão até 11,47% mais caras neste ano, acompanhando a elevação média de 10,9% aplicada pelas escolas privadas apurada pelo Correio do Estado, em dezembro. Os percentuais de reajuste representam quase o dobro da inflação de 6,32% medida pelo Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) de 2010. A variação entre empresas chega a 68,29%.
Na contramão, as instituições do interior vão reduzir seus preços em 1,74%, de acordo com pesquisa da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/MS), divulgada na quinta-feira.
Em Campo Grande, o curso de Fisioterapia da FCG é o mais caro (R$ 908,36), e sofreu aumento de 7,05% em relação ao último ano (R$ 848,48). Os de Secretariado Executivo Bilíngue e Biblioteconomia da Funlec, que já eram os mais baratos, caíram de R$ 369 para R$ 315 (-14,6%). Não foram pesquisados os custos de Medicina e Odontologia, o que compromete os resultados, pois são graduações reconhecidamente mais caras.
No interior, Medicina Veterinária da Anhanguera, de Dourados, é o mais salgado (R$ 899); já as graduações de Geografia, História e Letras da Faculdade de Ponta Porã (FAP) saem mais em conta (R$ 295).
A maior diferença entre valores do mesmo curso é apontada em Pedagogia (68,29%), com mensalidades entre R$ 325 e R$ 546,95. A mais barata é da Funlec, de Campo Grande; a mais cara, da Facsul. Entre as graduações de Fisioterapia, a diferença entre as faculdades é de 44,87%, de R$ 627 a R$ 908,36.
A pesquisa não leva em conta a qualidade do ensino, estrutura e outros diferenciais, como lembrou o superintendente do Procon/MS, Lamartine Ribeiro, em nota. O levantamento serve de referência para as definições de valores para o programa de incentivo educacional do Governo do Estado, denominado Vale-Universidade, coordenado pela Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas).
O Procon pesquisou 37 cursos de graduação em oito cidades. Na Capital, foram avaliadas cinco universidades; no interior, oito.