Economia

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

Obras da Deb’maq atrasam e só vão começar em maio

Obras da Deb’maq atrasam e só vão começar em maio

Redação

11/01/2011 - 00h00
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A vinda do maior empreendimento já beneficiado pelo Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande (Prodes) -  a empresa do setor metal-mecânico Deb’maq - foi novamente adiada. Previsto para ter o início das obras em fevereiro, o parque industrial de 52 hectares com seis fábricas de tornos e peças só deverá sair do papel em maio.

Isso porque atrasos em documentações exigidas pela prefeitura fizeram o projeto ficar de fora da última reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico (Codecon), em dezembro de 2010. Agora, reunião extraordinária deverá ser marcada apenas para fevereiro – quando o conselho do programa retorna suas atividades. “Estamos com alta demanda de projetos para fevereiro, mas vamos convocar uma reunião extraordinária para tratar só da Deb’maq e agilizar o processo”, disse o  secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, de Ciência e Tecnologia e do Agronegócio (Sedesc), Natal Baglioni.

A Deb’maq deverá fazer apresentação do projeto final e, tendo o aval do conselho, encaminhar o pleito à aprovação dos incentivos fiscais à prefeitura, para que sejam consolidados. Somente após cerca de 60 dias é que o terreno doado pelo município estará disponível para as obras.

Além do terreno, de 52 hectares no Polo Empresarial Wilmar Lewandowski, na região do bairro Moreninhas, a empresa pleiteia isenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) na construção e isenção de 30% no Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). No âmbito estadual, a Deb’maq pede redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Empreendimento
Com investimentos entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão, a Deb’maq pretende gerar cerca de 1,7 mil postos de trabalho na Capital. A empresa do setor metal mecânico, que já tem unidades em São Paulo e Minas Gerais, vai agrupar seis indústrias de produção de máquinas e peças – todas no mesmo terreno.

Haverá uma unidade de fundição de ferro-gusa, que usará matéria-prima de Corumbá na fabricação de blocos de 20 a 30 toneladas. Uma segunda empresa, desta vez de usinagem, fará a lapidação da peça bruta produzida na primeira.

Também serão construídas fábricas de máquinas injetoras de alumínio, plástico, e outra de equipamentos industriais, como perfuratrizes. A mais esperada é a indústria de tornos inteligentes, usados principalmente no setor automobilístico – peças atualmente fabricadas apenas nos Estados Unidos e Europa e que deverão ser exportadas pela empresa de Campo Grande.

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