O número de queixas contra os bancos iniciou 2011 com alta de 93,26%, na comparação de janeiro do ano passado, de acordo com dados do ranking de instituições mais reclamadas, divulgado pelo Banco Central.
No mês passado, foram 717 casos, considerando todas as instituições financeiras com mais de um milhão de clientes, contra 371 registrados em janeiro do ano anterior.
Frente a dezembro, o número de reclamações contra bancos também aumentou. Ainda considerando aqueles com mais de um milhão de clientes, as queixas contra as instituições bancárias registraram elevação de 18,32%, já que em dezembro o total de reclamações somou 606 queixas.
Itaú segue topo do ranking
No mês passado, o topo do ranking das cinco instituições financeiras com mais de um milhão de clientes mais reclamadas ficou, novamente, com o Itaú, cujo índice de reclamações atingiu 0,65 a cada 100 mil pessoas. Na sequência vieram Santander, Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econômica Federal.
Na tabela abaixo é possível verificar o índice de reclamações de janeiro e dezembro de 2010 e janeiro deste ano, para os cinco primeiros colocados, bem como a principal reclamação:
| Instituição |
Índice |
Índice |
Índice Janeiro 2011 |
Principal reclamação em Janeiro de 2011 |
| Itaú | 0,35 | 0,67 |
0,65 |
Conta - Débitos não autorizados (21,67%) |
| Santander | - | 0,16 | 0,59 | Conta - Débitos não autorizados (30,46%) |
| Banco do Brasil | 0,21 | 0,58 | 0,57 | Conta - Débitos não autorizados (29,12%) |
| Bradesco | 0,38 | 0,52 | 0,49 | Conta - Débitos não autorizados (18,18%) |
| Caixa Econômica | 0,18 | 0,23 | 0,23 |
Seg. dos meios alt. - op. não reconhecidas (35,64%) |
BC tem autoridade para punir
O Banco Central do Brasil tem autoridade para punir as instituições financeiras por qualquer descumprimento de normas emanadas da autoridade monetária, inclusive as que dizem respeito ao atendimento ao cliente bancário.
As punições previstas em lei não se limitam à abertura de Processo Administrativo, passando pela advertência e multa, podendo chegar, inclusive, à penalidade máxima de inabilitação para trabalhar no mercado financeiro.