Na América Latina, 9,3 milhões de pessoas estão no topo da pirâmide econômica. Embora tenham dinheiro, 71% desses consumidores planejam muito bem a compra de itens considerados caros, aponta pesquisa do Ibope Mídia.
Dentre os consumidores de oito países pesquisados – Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela –, os brasileiros estão entre os que mais planejam - 78% têm esse comportamento - , e só perdem para o Peru, onde 80% da população de alta renda faz esse planejamento.
No Brasil, o número dos consumidores que alcançam o topo da pirâmide chega a quase metade do total da região, em 4,307 milhões. O menor número é encontrado no Equador, onde 139 mil pessoas são de alta renda.
Os ricos da Colômbia são os que menos planejam: apenas 42% têm esse comportamento. Na Venezuela e no Equador, o número dos que pensam muito bem antes de gastar atinge os 60% e os 63%, na ordem. No México e Chile, o número da população de alta renda que faz planejamento ficou perto da média, com 69% e 73%, na ordem.
A Argentina atingiu a média da região, com 71% da sua população de alta renda fazendo planejamento financeiro antes de comprar um bem caro.
Gastando sem pensar
De acordo com o estudo, enquanto a maioria planeja como vai gastar, 28% afirmam que gastam sem pensar. Esse comportamento é mais comum entre os venezuelanos (61%), seguidos dos equatorianos (42%), argentinos e mexicanos (30%).
No Chile e no Peru apenas 22% e 23%, na ordem, da população de alta renda afirmou que gasta sem pensar. Na Colômbia, o percentual alcança os 27%. E no Brasil, 25% afirmam ter esse comportamento.
Apesar dos gastos, o topo da pirâmide da América Latina também se preocupa com seus investimentos. Tanto que 53% deles afirmam que sempre procuram o melhor em serviços e aplicações financeiras.
Esse interesse é maior entre venezuelanos (72%), peruanos (71%) e brasileiros (62%). Colombianos (34%) e mexicanos (42%) também pensam nisso, embora em menor proporção. No Equador, 56% da população de alta renda se preocupa em procurar os melhores serviços e aplicações financeiras. Na Argentina e Chile, o percentual é o mesmo, de 47%.
De acordo com a pesquisa, essa parcela da população se atrai tanto às vantagens, que a posse de cartão de crédito com programas de milhagens e hotéis é praticamente quatro vezes maior que no resto da população.