O faturamento resultante da venda de materiais de construção no mercado interno em maio apresentou queda de 0,85%, em relação ao mesmo mês de 2010. É o que revela pesquisa divulgada na quarta-feira (22) pela Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção).
Na comparação com o mês anterior, o faturamento apresentou alta de 6,48%. No acumulado do ano, o setor registra crescimento de 0,57%, enquanto em 12 meses a expansão é de 4,41%.
Para o presidente da entidade, Melvyn Fox, apesar da queda apresentada no último mês, os dados relacionados ao acumulado do ano indicam que “o setor continuará crescendo e acompanhará a tendência da economia brasileira como um todo”.
Materiais de base e acabamento
Na análise dos segmentos, o estudo indica que o faturamento com as vendas de materiais básicos teve queda de 3% nos cinco primeiros meses do ano, na comparação com igual período do ano passado.
Em maio, também houve baixa, de 4,93%, frente ao mesmo mês de 2010. Já na comparação com abril, as vendas cresceram 6,77%. Nos últimos 12 meses, foi registrado crescimento de 1,02%.
Quanto aos materiais de acabamento, o levantamento apontou expansão de 7,86% no acumulado do ano, em relação ao ano anterior. No quinto mês do ano, o faturamento registrou alta de 7,80% em relação ao mesmo período de 2010.
No confronto com o mês anterior, as vendas apresentaram alta de 5,93%. Frente aos últimos 12 meses, houve alta de 11,21%.
Nível de emprego
Em relação ao nível de emprego na indústria de materiais de construção, a pesquisa mostra que em maio houve avanço de 8,33%, em relação ao mesmo mês de 2010. Na comparação com abril deste ano, o crescimento foi de 1,15%.
Na indústria de materiais básicos, o número de empregados em maio cresceu 9,68%, ante o mesmo período de 2010. No confronto com o mês anterior, houve alta de 1,68%.
Já na indústria de materiais de acabamento, o número de funcionários em maio cresceu 5,60% em relação ao mesmo mês de 2010. Frente a abril de 2011, houve crescimento de 0,04%.
Expectativa para os próximos meses
Para os próximos meses, as expectativas da Abramat são positivas. Segundo Fox, “é provável que o comportamento se equilibre entre os materiais de base e acabamento nos próximos meses. O ciclo natural de uma obra pode durar de um ano e meio a dois anos em média”.
A entidade acrescenta ainda que haverá a manutenção do crescimento da construção civil, apoiada na continuidade da desoneração do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) dos materiais até dezembro, no crescimento da oferta de crédito imobiliário e nos avanços do Minha Casa Minha Vida e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).