O governador André Puccinelli entregou hoje para a diretoria da indústria a licença ambiental, composta pelas licenças prévia e de instalação para ampliação da fábrica da Fibria, em Três Lagoas. A reunião contou com a presença da vice-governadora, Simone Tebet, dos secretários de Produção, Tereza Cristina Correa da Costa e de Meio Ambiente, Carlos Alberto Said e da prefeita daquele município, Márcia Moura.
“Eu acho fundamental esse trabalho não só por causa da Fibria, mas em outros processos porque estamos falando em investimentos elevados. Temos que trabalhar juntos e o apoio do governo do Estado faz parte do processo, para a empresa crescer, o Estado e o município também”, afirmou o diretor industrial, Francisco Fernandes Campos Valério.
Durante a reunião, a diretoria da Fibria informou ao governador André Puccinelli que o início das obras está previsto para o segundo semestre do ano que vem e em 2014 começam as operações da segunda linha. Pelo menos três mil trabalhadores devem atuar durante a obra e para o período de pico da construção a previsão é de sete mil trabalhadores. Quando pronta a unidade vai gerar dois mil empregos fixos na parte industrial e florestal.
A produção atual da unidade da Fibria em Três Lagoas é de 1,3 milhão de toneladas de celulose anuais e o novo projeto prevê uma ampliação de mais 1,5 milhão. Os investimentos somam R$ 3,6 bilhões. Conforme o diretor industrial, para duplicar a fábrica será preciso criar uma nova base florestal. “Já temos seis milhões de metros cúbicos de madeira em pé comprados e temos outros 30 mil hectares de excedente de plantio da planta inicial”, informou. Dos 105 mil hectares arrendados, 75 mil hectares são de efetivo plantio.
Nesta etapa da licença ambiental falta a entrega da licença de operação que deve ser entregue em 2014. O governador André Puccinelli disse que o Estado sempre estará de portas abertas para novos investimentos que estão transformando Mato Grosso do Sul num grande polo industrial. A vice-governadora Simone Tebet reiterou dizendo que “Três Lagoas e o Estado já são polo industrial da celulose e com essa segunda obra vai consolidar o perfil econômico e social de desenvolvimento e geração de emprego e renda para toda aquela região”.