Economia

campo grande 112 anos

Com contrastes, profissões sobrevivem e nascem na Capital

Com contrastes, profissões sobrevivem e nascem na Capital

Redação

21/08/2011 - 16h30
Notícia sem imagem

Nas terras de Campo Grande brotam e são sepultadas atividades profissionais diversas. Algumas se seguram em galhos da persistência para não se afogar. Ao completar 112 anos, a jovem Capital contrasta o velho e novo, manifestados, por exemplo, no conserto de máquinas de datilografia e no uso do computador nas relações de consumo.

Algumas atividades, afinadas com o tempo, estão em ascensão, como ocorria, há poucas décadas, com outros serviços. Três histórias ilustram essa dinâmica. Em comum, os empreendimentos foram iniciados por jovens ligados às necessidades de sua época. O mecânico de máquinas de escrever, Waldir Ramos Amorim, e o octogenário alfaiate, João Ballock, abriram seus negócios aos 22 anos, mesma faixa de idade dos assistentes de redes sociais da 8020 Marketing.

Todos demonstram prazer pelo que fazem. Os dois primeiros manifestam um deleite melancólico, de quem já fez muito na vida. Os últimos mostram um encanto entusiasta, de quem tem muito a fazer pela frente.

Comportam, ainda, outra característica comum, fundamental para o crescimento: não apenas realizam suas atividades, mas as vivem. São, assim, nos contrates do tempo, referências da centenária Capital.

Alfaiate resiste à concorrência com as lojas e indústrias de roupas mais baratas

Quem tem oportunidade de ouvir João Ballock, o alfaiate JB, de 85 anos, descobre que as pessoas têm almas externas: as roupas. JB deixou o recado previamente formulado num pedaço de papel, onde se lia: “Para que a roupa não cubra o corpo, mas dê a expressão do corpo”. Ao presentear a reportagem com a máxima, ele observou: “essa é exclusiva pra vocês”.

O negócio de JB, desenvolvido em uma modesta loja, na Rua 26 de Agosto (endereço onde está há 20 anos), na Capital, rende-se, pouco a pouco, à produção em série das indústrias da confecção. “As roupas industrializadas são mais baratas”, reconhece. As de alfaiataria custam mais caro porque são únicas, segundo ele. Por isso expressam o corpo, numa simbiose de pele e tecido.

Ballock, paranaense nascido em Joinville, aprendeu a arte da alfaiataria ainda adolescente, em Ponta Grossa, com o mestre Jorge Maurer – nome que traz vivo na memória. O incentivo foi da mãe, Elizabeth Ballock, costureira, que notou o talento do filho.

Ele veio para Campo Grande com 17 anos e aos 22 abriu a primeira alfaiataria, na rua 14 de Julho. No auge da atividade, criou o “carnê JB”, através do qual sorteava prêmios de grande valor. Contava com 30 trabalhadores, quantidade que foi diminuindo na medida em que expandiam as lojas de roupas na Capital.

Além da concorrência com lojas de roupas e indústrias de confecção, Ballock enfrentou outro oponente: um derrame, ocorrido há sete, que lhe tirou parte da visão. “Dizem que o JB examina as roupas com os dedos”, comentou. As mãos habilidosas ajudam-no a continuar na atividade, mas apenas na reforma, sobretudo de calças. Ele pensa em parar: “Se não recuperar a visão, aposento a tesoura em dois anos”. Mas também tem outros planos: abrir a loja em um espaço maior, criar nova modalidade de crédito e continuar vestindo Campo Grande de elegância.

Jovem ganha para acompanhar mídias sociais

O trabalho parece simples: acompanhar os comentários postados nas redes sociais - Twitter, Facebook e Orkut - sobre clientes diversos. Mas a simplicidade é apenas aparente. “Temos de ver tudo o que dizem nas redes sociais sobre os nossos clientes e buscar resolver a situação quando for reclamação. Também repassamos às empresas as sugestões que as pessoas postam”, conta a publicitária Beatriz Ferrelli de Souza, 21 anos. “Somos uma espécie de intermediários”.

A intermediação surte efeito, conforme a publicitária. Um dos termômetros do bom resultado é o crescimento da empresa: quando foi criada, a 8020 tinha nove clientes; hoje, são 22. A diferença é de 144%. “Já não cabemos mais aqui. Precisamos arranjar outro lugar”, completa.

A carteira de clientes é diversificada: de políticos a pet shopping. Também atendem a universidades, bar, restaurante, gráfica, centro de estética, lojas de roupa e veterinária.

O pessoal da 8020 fica em volta de um mesa com notebooks e antenados ao que rola na internet. Cada um tem o seu pequeno grupo de clientes. Acompanham reclamações, sugestões e dúvidas, como a seguinte, monitorada por Beatriz: “Olá comprei um Anizen pra minha filha [a cachorra] muito barulhenta, rsrs, quanto tempo leva pra fazer efeito?”

Nesta atmosfera de novas relações de consumo, internet, pouca idade e personagens infantis, a equipe da 8020 faz da madura Campo Grande uma criança à frente do computador.

Loterias

Resultado da Dupla-Sena de hoje, concurso 3028, quarta-feira (04/11)

A Dupla-Sena tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso.

04/11/2026 20h18

Apostador preenche volante da Dupla Sena, modalidade de loteria administrada pela Caixa Econômica Federal.

Apostador preenche volante da Dupla Sena, modalidade de loteria administrada pela Caixa Econômica Federal. (Foto: Divulgação/Caixa)

Continue Lendo...

Loterias

Resultado da + Milionária de hoje, concurso 404, quarta-feira (04/11)

A + Milionária tem dois sorteios semanais, às quartas e sábados, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso.

04/11/2026 20h12

Volantes da +Milionária, modalidade de loteria da Caixa Econômica Federal que oferece prêmios a partir de R$ 10 milhões.

Volantes da +Milionária, modalidade de loteria da Caixa Econômica Federal que oferece prêmios a partir de R$ 10 milhões. (Foto: Divulgação/Caixa)

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).