Evento reúne Grupo Gestor nesta quarta (24), das 8 às 18hs, na Capital para apresentar os diferentes sistemas de recuperação de áreas degradas que serão financiados pelo Plano ABC - o Programa dispõe de R$ 3,1 bilhões, prioritariamente, nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Tocantins
O Grupo Gestor do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) em Mato Grosso do Sul promove nesta quarta-feira (24), na Federação da Agricultura e Pecuária Famasul, um Seminário para divulgar as tecnologias que o Plano ABC propõe para redução da emissão de gases do efeito estufa. A proposta tem como publico alvo o produtor rural, que conta com uma linha de crédito específica e alternativa - juros de 5,5 a.a. com carência de até 3 anos e prazo de até 15 anos - somando um aporte de R$ 3,1 bilhões para o Brasil. A programação acontece das 8 às 18hs sendo aberta a todos os interessados.
Dentro da proposta principal do Plano ABC, como destaca o Coordenador de Agronegócios em Agricultura da Secretaria de Produção do Estado (Seprotur), Fernando Luiz Nascimento, membro do Grupo Gestor no Estado, foram priorizados quatro estados para as ações voltadas à agricultura, entre os quais Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Tocantins. "Da mesma forma, a aplicação dos recursos deve ser priorizada para estes estados", ressalta Nascimento.
O Seminário traz uma ampla programação abordando os temas e tecnologias que compõem o Plano ABC, através dos diferentes sistemas de recuperação de áreas degradadas (veja programação). O Plano ABC, na frente de crédito, vai ser operacionalizado pelo Banco do Brasil.
Essa é a primeira mobilização do Grupo Gestor no Estado - formado pela Famasul, Seprotur, Embrapa, SFA/MS e MDA/MS - ocasião em que, ressalta Fernando Nascimento, é fundamental a participação dos produtores rurais uma vez que a atividade agropecuária sul-mato-grossense vem apresentando quedas de produção, principalmente, em razão da dificuldade do produtor investir na recuperação das pastagens degradadas, que atualmente ocupa uma área estimada em 9 milhões de hectares.
Ainda segundo Fernando Nascimento, o Governo do Estado vem se preocupando há algum tempo com a situação e buscando parcerias e programas que viabilizem a recuperação a médio-longo prazo de áreas que já se encontram em estágio avançado de degradação. "Hoje, o custo de recuperação por hectare seria de R$ 2 mil", atenta ele destacando que só o Estado tem a urgência, hoje, de um investimento de 6 bilhões para a recuperação de cerca de 3 milhões de hectares nesta situação.
SOBRE O PLANO ABC
O documento também é chamado de Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura. O trabalho foi coordenado pela Casa Civil da Presidência da República, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), com ampla participação de diversos setores sociais.
"A relevância estratégica do setor agrícola para a mudança do clima está no fato de que há uma inquestionável necessidade de expansão da produção para atender as demandas atuais e futuras de suprimento alimentar", afirma o documento. "Está também na premissa de que a expansão da produção não deve contribuir negativamente com uma elevação dos níveis atuais de emissões, e tampouco pode ser alcançada via processos que resultem em perda de áreas de vegetação nativa, comprometendo assim a sustentabilidade ambiental".
De acordo com o plano, "não há uma solução única, sendo necessário um esforço conjunto tanto no desenvolvimento de novas tecnologias quanto da implementação de ações que combinem o aumento da produção sustentável, de alimentos e energética, com as preocupações com mudanças climáticas".
A íntegra do documento - versão prelimiar - está disponível pelo endereço www4.planalto.gov.br/consea/noticias/imagens-1/plano-abc
SERVIÇO
O Seminário acontece das 8 às 18 horas da próxima quarta-feira (24) no auditório da Famasul - Rua Marcino dos Santos n.º 401, Bairro Cachoeirinha II, na Capital. Mais informações pelo telefone 67 3318-5043/3320-9700.
PROGRAMAÇÃO
08h30 - Abertura
09h às 9h40 - Contextualização do Plano e do Programa ABC - Embrapa Sede: Luiz Adriano Maia
09h40 às 10h20 - Bases para estimativas de mitigação de GEE - Embrapa Sede: Luiz Adriano Maia
10h20 às 11h00 - Visão do Governo do Estado – Seprotur: Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias
Temas e Tecnologias que compõe o Plano ABC
11h00 às 11h40 – Recuperação de pastagens degradadas - Embrapa CNPGC: Ademir Hugo Zimmer e Manuel Claudio Mota Macedo
12h00 às 13h00 - Almoço
13h00 às 13h40 – Sistema de Plantio Direto de Qualidade - Embrapa CPAO: Julio Cesar Salton
13h50 às 14h30 - Integração Lavoura-Pecuária-Floresta - Embrapa CNPGC: Armindo Neivo Kichel e Roberto Giolo de Almeida
14h40 às 15h00 - Intervalo
15h00 às 15h40 - Fixação Biológica de Nitrogênio - Embrapa CNPGC: Cesar Heraclides B. Miranda e Embrapa CPAO: Fabio Martins Mercante
15h50 às 16h30 - Florestas Plantadas - Embrapa CNPF: Guilherme de Castro Andrade
16h40 às 17h20 - Tratamento de Dejetos Animais - Embrapa CPAP: Ivan Bergier T. de Lima
17h30 às 18h - Banco do Brasil