O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu nesta quarta-feira (31) cortar a taxa básica de juros (a Selic) em 0,5 ponto percentual, indo de 12,5% para 12% ao ano. Depois de cinco altas seguidas, esta é a primeira vez no governo Dilma, iniciado em janeiro deste ano, em que a taxa é reduzida. De qualquer forma, ela continua sendo a maior desde janeiro de 2009, quando era de 12,75%.
Analistas esperavam uma parada na alta dos juros. A Selic é usada pelo BC para tentar controlar o consumo e a inflação.
Na segunda-feira, o governo anunciou economia extra de R$ 10 bilhões para enfrentar a crise e esperava uma redução dos juros. A economia adicional significa aumento da meta do superavit primário do governo federal, de R$ 81,7 bilhões para R$ 91,7 bilhões. Superavit primário é quanto o governo consegue economizar para pagar sua dívida.
Entre outras coisas, o governo pretendia que os juros caíssem. O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que o aumento da economia também permitirá que os juros caiam. "Abre espaço para queda da taxa de juros, quando o Banco Central entender que é possível."
Esta foi a sexta reunião do Copom sob o mandato da presidente Dilma Rousseff e com o BC sob o comando de Alexandre Tombini.
Nas cinco reuniões anteriores, o comitê decidiu elevar a taxa. Nas duas primeiras, a alta foi de 0,5 ponto percentual. Em outras três posteriores, o aumento foi de 0,25 ponto percentual.
No início do governo Dilma, a Selic estava em 10,75% e agora registra 12% ao ano. O próximo encontro do Copom será nos dias 18 e 19 de outubro.