O índice que mensura a confiança dos empresários do comércio de Campo Grande caiu 4,3% em agosto, conforme pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). “Estamos em um período em que as vendas ficam arrefecidas, as pessoas gastam menos porque já começam a prever as compras de fim de ano, daí a percepção negativa sobre as condições atuais da economia. Porém, a redução da taxa básica de juros do País gera uma boa perspectiva porque influencia no custo do crédito. A redução da Selic para 12% ao ano é uma prova de que as medidas adotadas para frear a inflação já surtiram efeito”, avalia o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, Edison Ferreira de Araújo.
Conforme a pesquisa da CNC, houve retração de 11,3% na avaliação das condições atual da economia e de 10,2 nas condições atuais do comércio. As empresas maiores, com mais de 50 empregados, são as que mais se ressentem do atual momento. O indicador de contratação de funcionários por estas empresas caiu 31,9%, enquanto na média aumentou 2,7%. Em relação ao nível de investimentos nas empresas, as de duráveis, como são casos de automóveis e eletrodomésticos, são as que apontaram maior redução, de 14,4%.
Quando questionados sobre as atuais condições da economia, 46,3% apontaram que pioraram um pouco e outros 8,4% que pioraram muito. Apesar disso, as expectativas são positivas: 17,6% esperam melhorar muito e 65,2% esperam melhorar um pouco. Revelaram pretensão de aumentar o quadro de funcionários 76,9% dos entrevistados, sendo 4,2% com intenção de aumentar expressivamente e os demais 72,5% pretendem aumentar um pouco o quadro. A amostra é de 366 empresas e o intervalo de confiança de 95%.