Se o tempo ajudar, Sidrolândia poderá ter na safra 2011/2012 uma produção recorde de soja com incremento de 50% sobre o que foi obtido neste ano, maior que a de 2010, quando houve uma supersafra. A expectativa é que o volume colhido passe de 195 mil para 390 mil toneladas. Para o prognóstico se concretizar será preciso a combinação de alguns fatores. O primeiro deles é que se efetive a previsão de que a área plantada crescerá 9%, passando de 120 para 130 mil hectares.
Também é necessário que ao contrário do ano passado, quando choveu em excesso no início da colheita, haja chuva e calor na medida certa para se atingir uma produtividade média de 3 mil quilos, 50 sacas por hectare, um desempenho 40% melhor que o desde ano, quando foram colhidas 30 sacas.
Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Nilo Servo, os produtores estão motivados, especialmente com as cotações da soja. No preço vigente, em torno de R$ 49, a venda das esperadas 390 mil toneladas geraria um faturamento bruto de R$ 318,5 milhões.
O preço competitivo vigente no pico de comercialização deste ano (na faixa dos R$ 44) amortizou o prejuízo financeiro provocando perdas, que o excesso de chuva trouxe na safra passada quando o índice pluviométrico em Sidrolândia chegou a 400 milímetros em março, exatamente quando a plantação estava pronta para ser colhida.
Sidrolândia foi o polo agrícola estadual com maior índice de perda da produção em consequência da chuva que provocou o apodrecimento dos grãos que estavam prontos para serem colhidos.
O IBGE mostrou que a produção da cidade despencou 43% em relação ao da safra passada, caindo de 345 mil toneladas para 194 mil toneladas, consequência da queda na produtividade.
O resultado foi um prejuízo financeiro de R$ 102 milhões, dinheiro que não circulou na economia da cidade. Esta perda corresponde a 28% do faturamento que a economia sul-mato-grossense perdeu com a quebra na produção, estimada em R$ 356 milhões.