O faturamento resultante da venda de materiais de construção no mercado interno em setembro caiu 0,5% em relação a agosto deste ano, segundo dados divulgados ontem (19) pela Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção). Já na comparação com o mesmo período de 2010, o crescimento nas vendas foi de 7%.
No acumulado do ano, a expansão foi de 2,2%. Já na avaliação dos últimos 12 meses, o crescimento observado foi de 2,7%, frente aos 12 meses anteriores.
De acordo com a entidade, os resultados apresentados encontram-se abaixo das perspectivas do setor e são causados pelas medidas de contenção da inflação e pelo aumento das importações. “A redução do ritmo das grandes obras e o aumento das importações de materiais de construção são os principais fatores associados ao resultado abaixo da expectativa”, comenta o presidente da Abramat, Walter Cover.
Para se ter uma ideia, o crescimento previsto para 2011, que era de 9% no início do ano, foi alterado para 5%.
Materiais de base e acabamento
O faturamento deflacionado com as vendas de materiais básicos recuou 1,5%, em relação a agosto deste ano. Na comparação com setembro de 2010, o aumento registrado foi de 4%.
No acumulado do ano, houve retração de 1,3%, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Em relação aos materiais de acabamento, o levantamento apontou expansão de 12,4% em relação a setembro do ano passado; de 1,2%, ante agosto; e de 9,1% no acumulado dos nove primeiros meses do ano. Nos últimos 12 meses, de outubro de 2010 a setembro de 2011, a alta foi de 10,5%.
Nível de emprego
Em relação ao nível de emprego na indústria de materiais de construção, o levantamento mostra avanço de 6,61% em relação a setembro do ano passado, e de 0,9% na comparação com agosto deste ano.
Expectativa para os próximos meses
Para os próximos meses, as expectativas da Abramat se mantêm positivas, após três meses de variações negativas. De acordo com a entidade, a continuidade de desoneração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos materiais até 2012, a disponibilidade de crédito e o elevado nível de emprego no mercado favorecem a retomada do setor.