A inflação medida pelo IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) acelerou e encerrou a primeira semana de novembro em 0,34% - resultado é 0,08 ponto percentual maior que o registrado na semana anterior, terminada no dia 31 de outubro, que foi de 0,26%.
O índice, calculado pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e divulgado nesta terça-feira (8), aponta que, dentre os sete grupos analisados, três apresentaram acréscimos maiores em suas taxas de variação na última semana, enquanto três desaceleraram e um registrou queda menor nos preços.
A variação nos preços dos produtos e serviços que constituem o grupo Alimentação foi a principal responsável pelo resultado geral do IPC-S. No grupo, a taxa ficou em 0,34%, ante 0,00% da semana anterior. O aumento partiu dos itens hortaliças e legumes (-3,84% para -0,55%) e frutas (-0,68% para 0,11%).
Outros grupos
Os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,30% para 0,42%) e Vestuário (0,76% para 0,87%) também aceleraram e contribuíram para o aumento da inflação no período analisado.
Nestes casos, as principais influências foram dos itens passagem aérea (7,27% para 8,41%) e roupas (0,98% para 1,23%), respectivamente.
Outra contribuição para o resultado geral do IPC-S na semana partiu do grupo Transportes, cujos preços apresentaram queda menor no período, de 0,06%, ante deflação de 0,10% registrada na medição anterior. O resultado reflete a variação nos preços do álcool combustível, que passou de -1,14% para -0,91% em uma semana.
Em sentido oposto, os grupos Habitação (0,53% para 0,45%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,39% para 0,33%) e Despesas Diversas (0,15% para 0,11%) registraram acréscimos em suas taxas, sendo que a variação nos preços dos itens taxa de água e esgoto residencial (-1,04% para 0,31%), dentistas (1,21% para 0,19%) e alimento para animais domésticos (1,10% para 0,30%), nesta ordem, exerceram a principal influência para os resultados dos grupos.