A Organização Internacional de Epizootias (OIE) retirou a certificação de área livre de aftosa com vacinação da Zona de Alta Vigilância (ZAV) do Paraguai. O país havia conseguido recuperar esse status em maio deste ano. A determinação não muda a decisão do Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (Mapa) de reabrir a importação da carne bovina desossada paraguaia e também não deve afetar o mercado pecuário de Mato Grosso do Sul.
"É uma medida de praxe", afirmou a secretária de Estado da Produção (Seprotur), Tereza Cristina Corrêa. Segundo ela, a decisão da OIE já era esperada e em nada muda as relações comerciais de MS com o país vizinho. A secretária completa que a importação, autorizada pelo Mapa, é de carne desossada in natura. Trata-se de um produto industrializado e que não porta o vírus causador da doença.
O consultor pecuário da Rural Business, Júlio Brissac, concorda que a decisão da OIE não afeta o mercado pecuário brasileiro. De acordo com ele, a baixa oferta de boi e a demanda crescente por carne fazem com que a aftosa seja considerada problema secundário pelos países compradores. Além disso, o consultor afirma que a aftosa é usada, de modo especulativo, como instrumento para derrubar preços.
A ZAV paraguaia, que perde a condição de área livre de aftosa com vacinação, corresponde a 15 quilômetros na linha de fronteira do País, onde há uma controle mais intenso da doença. De acordo com o jornal paraguaio La Nacion, as autoridades do país já estão se mobilizando para reverter a situação.
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