O valor da cesta básica familiar acumulou alta de 8,11% no ano passado em Campo Grande, índice inferior aos 8,44% registrados em 2010, segundo pesquisa da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac/MS). Castigado pelas condições climáticas, chuva em excesso e estiagem prolongada em outras regiões, o tomate foi o grande vilão de 2011, com aumento de 61,20%. Os outros maiores aumentos foram nos preços da cebola, também influenciada pelo clima, e do mamão, castigado por doenças nas lavouras.
Conforme a Semac/MS, a cesta básica para uma família com cinco integrantes fechou em R$ 1.124,19 em dezembro passado, com oscilação de 2,16% em relação aos R$ 1.100,47 de novembro. O aumento mensal foi o maior registrado no ano passado, superando, inclusive os 1,78% de março. A inflação da cesta é inferior a de 2010 (8,44%) e o dobro da registrada em 2009 (4,65%).
No ano, o aumento de 8,11% foi puxado, principalmente, pelo tomate. O quilo do produto teve majoração de 61,2% nos últimos 12 meses, de R$ 1,96 para R$ 3,16. Apesar do alto custo, o consumo do tomate não teve queda, segundo o empresário Ademir Marques, do Hortifruti do Produtor. Ele explica que os feirantes deixam de comercializar devido ao custo, deixando as vendas apenas para os supermercados e quitandas. Nos últimos três meses, o preço da caixa com 23 a 25 quilos, para o comerciante, está 60% mais cara, de R$ 25 para R$ 40. Marques prevê que o preço só começa a cair em março, quando tem início a temporada de cultivo.
A caixa da cebola teve aumento de 50% no mesmo período, de R$ 12 para R$ 18. No entanto, segundo a Semac/MS, o preço para o consumidor acumula alta de 29,.24%. O terceiro no ranking dos vilões é o mamão, 27,73% mais caro. Marques explica que a fruta vem subindo por causa das inúmeras doenças nos pomares, o que tem exigido mais investimentos e afastado muitos produtores rurais. Completam a lista o queijo (23,35%) e margarina (22,67%).
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