Um proprietário de uma empresa de pavimentação poderia ser fabricante de modeladores pós-cirúrgicos e malhas para queimados? Se a sua resposta foi não, você está enganado. Por mais remota que possa parecer, a situação não é uma impossibilidade e sim uma realidade.
Do ramo da contrução de estradas ao de suprimentos para medicina, Claudio Braz Salomão é a prova de que fazer o que não se sabe pode dar certo, e muito.
Em 1997, aos 49 anos, cansado de levar calotes nas obras públicas que sua empresa vencia em licitações públicas municipais, estaduais e federais, ele deixou a sociedade e saiu em busca do negócio que lhe tornaria um empresário bem sucedido.
Claudio Braz Salomão engrossa as estatísticas do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de pessoas que, inicialmente sem informação sobre um negócio, vão em busca do empreendeder.
Nos últimos cinco anos, cresceu em 230% o volume de pessoas que foram até a instituição à procura de informações sobre como montar uma empresa. Passaram de 5.568 em 2008 para 18.383 em 2011. “Muitos vêm sem noção alguma, sem saber até que tipo de negócio podem montar e isso não é impeditivo. O importante é pesquisar, se qualificar, mesmo que isso demore um tempo, escolher algo que, além de ter mercado, ele goste de fazer -isso aumenta as chances de sucesso do empreendimento”, explica a gerente da unidade de atendimento do Sebrae de Campo Grande, Leandra Costa.
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