O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse que o pacote de estímulos ao setor produtivo, anunciado nesta terça-feira (3), envolve R$ 60,4 bilhões em recursos, a maior parte prevista para ter impacto neste ano.
Deste valor total, R$ 45 bilhões referem-se a uma nova operação de capitalização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que ampliará a concessão de crédito para o setor produtivo com taxas de juros mais baixas.
Além disso, também estão previstos R$ 3,1 bilhões em desonerações, o que inclui a desoneração da folha de pagamentos. Pela manhã, quando foram anunciadas as medidas, o governo informou que a desoneração da folha custaria R$ 4,9 bilhões neste ano. Barbosa explicou, porém, que o governo também irá receber recursos por conta da tributação da Cofins na importação, e acrescentou que alguns setores já estavam no processo. Portanto, o impacto líquido é de R$ 3,1 bilhões.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda informou ainda que as compras governamentais, que estarão sujeitas à aplicação da margem de preferência para produtos nacionais, deverão somar R$ 3,9 bilhões neste ano. Além disso, a expansão do crédito para exportação somará mais R$ 1,9 bilhão e haverá outros R$ 6,5 bilhões em equalização da taxa de juros nos empréstimos do BNDES.