O suor da manhã de terça-feira, dia 3, trazia um sentido a mais que os tantos deslizados nos rostos dos trabalhadores rurais de Furnas dos Dionísio, em Jaraguari. Em cada fio de suor, havia um rio de satisfação por ver o trabalho com a terra inaugurar novo capítulo: o da garantia da comercialização em larga escala e com preços compatíveis aos do mercado.
Naquela manhã, os agricutores quilombolas entregaram a primeira remessa de produtos à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) como parte do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), ação do Governo federal. Foram 4,5 mil toneladas de produtos – mandioca, pepino, abobrinha, pimentão, quiabo, beringela, entre outros – vendidos a R$ 4,9 mil.
Para os quilombolas, a inserção no projeto federal representa mais que ampliação de mercado. Trata-se de oportunidade de intensificar o trabalho coletivo e reduzir as perdas de alimentos – eles produzem acima da demanda gerada pelas Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa/MS), onde os produtos são regularmente comercializados.
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