As sucessivas quedas da taxa básica de juros (Selic) fizeram com que os principais bancos do País diminuíssem as taxas de diversas modalidades de créditos como cheque especial, financiamentos de veículos e rotativo de cartão de crédito. Mas quem está pagando a casa própria não precisa achar que os juros desse financiamento ficarão mais baixos. Segundo analistas, a Selic não impacta diretamente essa transação uma vez que o dinheiro usado nesse financiamento vem da poupança e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e já tem taxas mais baixas.
De acordo com informações da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), as principais fontes de recursos utilizados no financiamento imobiliário são os depósitos de poupança e o capital recolhido mensalmente pelos empregadores em nome dos empregados por meio do FGTS.
Segundo o professor da escola de negócios da Universidade Anhembi Morumbi, José Carlos Polidoro, a poupança paga uma taxa de juros de 6% ao ano acrescida da Taxa Referencial (TR) definida pelo BC (que geralmente é menor que 1%) enquanto o FGTS tem uma taxa fixa de 3% ao ano mais TR. Após a última queda, a sexta consecutiva, na quarta-feira, a Selic passou de 9,75% para 9% ano ano. Em agosto de 2011, a taxa chegava a 12,5%.