Com mudanças acerca de temas considerados tabus, imutáveis há anos, como a poupança, os juros, o pagamento de impostos no comércio eletrônico, os royalties do petróleo e a dívida dos estados em curso no país, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) listou outro tema que deve ser debatido e enfrentado em prol da competitividade brasileira: a matriz energética do país.
Delcídio afirmou, em discurso ontem (10), que o preço da energia precisa ser reduzido, e o momento certo para essas mudanças, em sua opinião, está se desenhando com o processo de renovação das concessões de energia. Delcídio defende a eliminação da cobrança de PIS/Cofins e da RGR (Reserva Global de Reversão, encargo pago mensalmente pelas empresas concessionárias de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica) para baratear custos.
O debate energético também deve se ater a outro ponto, explicou o senador: a opção brasileira pelas usinas hidrelétricas a fio d’água, sem bacia de acumulação, aliadas a usinas eólicas, de acordo com os novos leilões de energia A-5. Nesse formato a fio d’água as máquinas turbinam o que a vazão dos rios proporciona, não há acúmulo para usar a reserva quando vier a estiagem, e o modelo não é bem visto pelo parlamentar.