A redução dos juros bancários registrada nas últimas semanas não é passageira e tem condições de ser sustentável, dizem especialistas ouvidos pela Agência Brasil. Segundo eles, a queda das taxas tende a reduzir a inadimplência, uma das principais causas dos juros altos. Além disso, a desaceleração da economia impedirá que a taxa Selic, juros básicos da economia que servem de referência para as taxas finais das operações de crédito, seja reajustada tão cedo pelo Banco Central.
O governo tem agido em duas frentes para reduzir os juros. Por um lado, os bancos públicos têm liderado um movimento de corte nas taxas das linhas de crédito. Isso reduz o spread bancário, diferença entre o custo dos bancos para captar recursos de clientes e as taxas cobradas nos empréstimos e financiamentos.
Por outro lado, desde o segundo semestre do ano passado, o Banco Central vem reduzido a taxa Selic. Atualmente em 9% ao ano, os juros básicos estão no segundo menor nível da história. Para permitir que a taxa continue caindo sem provocar desequilíbrio no mercado financeiro e nas contas públicas, o governo mudou a remuneração da poupança.