Também empolgado, mas com previsão de crescimento nas vendas um pouco mais cautelosa, de cerca de 10%, o diretor geral da Smart, Tony Ribeiro, diz que o aquecimento vai depender não apenas da redução dos preços, mas principalmente da flexibilização dos bancos, que andavam criteriosos na aprovação de financiamentos. “Se tivermos prazos maiores, a redução do saldo por conta dos impostos, vai tornar os negócios mais viáveis”, aponta.
Ainda nesta semana, o consumidor deve começar a ser bombardeado pelas propagandas das concessionárias, que iniciam disputa acirrada para fisgar clientes. “Estamos só aguardando as novas tabelas e o posicionamento dos bancos em relação aos financiamentos. O mercado agora vai voltar a ficar aquecido”, comemora Nivaldo Pessoa, gerente comercial da Autobel.
O que mudou
Desde ontem, conforme publicado no Diário Oficial da União (DOU), o IPI para carros de até 1.000 cilindradas, cai de 7% para zero. Para automóveis com motorização entre 1.000 e 2.000 cilindradas, a alíquota será reduzida de 11% para 6,5%. No caso dos utilitários, a redução é de 4% para 1%.
Para os automóveis que não estão no Regime Automotivo, incluindo os importados por empresas que não têm fábrica no Brasil ou nos países com os quais o Brasil tem acordo, como os do Mercosul, a alíquota cai de 37% para 30% (até 1.000 cilindradas); de 41% para 35,5% (de 1.000 a 2.000 cilindradas); e de 34% para 31% (utilitários).
O desconto no preço de tabela, segundo compromisso acertado entre o governo e as montadoras, será de 2,5% nos veículos até 1.000 cilindradas, de 1,5% para entre 1.000 e 2.000 cilindradas e de 1% para os utilitários comerciais.
Já o IOF cairá de 2,5% para 1,5% para todos os tipos de operação de crédito à pessoa física, o que segundo o ministro, permitirá que uma linha de crédito com juros de 20% ao ano tenha a taxa reduzida para 19% ao ano.