A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu ontem, de forma unânime, pela intervenção por 12 meses no grupo Rede, que administra a Enersul, por suspeita de gestão fraudulenta. Os bens dos diretores e do conselho administrativo da empresa ficam indisponíveis até a conclusão do processo. Além da Enersul (que possui 840 mil consumidores), outras sete distribuidoras controladas pelo Grupo Rede também estão sob intervenção.
No caso de Mato Grosso do Sul, o pedido de intervenção foi encaminhado pelo deputado estadual Marquinhos Trad à Aneel há cerca de 45 dias. Conforme o parlamentar, o Grupo Rede estaria “desviando o lucro” da distribuição da energia elétrica no Estado. Ele afirma que a empresa deixa de repassar parte do valor dos impostos recohidos da conta dos consumidores. “O que é cobrado na tarifa de luz seria suficiente para o pagamento de salários, dos fornecedores, dos acionistas e dos tributos”, afirma o parlamentar.
O faturamento anual do Grupo Rede relativo apenas à Enersul é de R$ 1,5 bilhões. E só de dívida tributária da empresa soma R$ 9,8 milhões, informa Trad. De acordo com ele, não há razão para o não pagamento de impostos, pois os mesmos são recolhidos da fatura paga pelo usuário de energia elétrica. No Estado, 33% do valor da conta de luz correspondem a impostos.
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