O corte de R$ 145,4 milhões no repasse da União por causa da crise econômica e o aumento de R$ 251,7 milhões nas despesas deste ano das prefeituras sul-mato-grossenses vai provocar desequilíbrio financeiro de R$ 397,1 milhões nos caixas municipais. Metade dos prefeitos corre o risco de não fechar as contas para a entrega do mandato e o pagamento do piso dos professores e do 13º salário estão comprometidos por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Segundo o presidente da Confederação nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski, para enfrentar a crise e evitar que os gestores sejam enquadrados como ficha-suja são necessários alguns cuidados, entre os quais estão: exonerar funcionários comissionados; proibir horas-extras; reorganizar o transporte escolar para reduzir os quilômetros percorridos; suspender obras que não poderão ser pagas até o final do exercício.
Para o presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Jocelito Krug (PMDB), que esteve com outros 15 prefeitos sul-mato-grossenses em Brasília ontem para participar da “mobilização permanente a crise financeira dos municípios”, a redução no repasse e o aumento das despesas vão fazer com que “50% dos prefeitos do Estado tenham dificuldades para atender a Lei de Responsabilidade Fiscal”, completando que “se não forem tomados os cuidados recomendados pela Confederação, muitos gestores serão enquadrados como ficha-suja e ficarão inelegíveis, mesmo não sendo responsáveis pela crise econômica”.
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