Em um ano o dólar ficou cerca de 15% mais caro e, desde julho, não fecha o dia a menos de R$ 2. O cenário é preocupante para agências de turismo que operam pacotes internacionais, porém, mais ainda para os que vivem exclusivamente do comércio de produtos importados, que amarga redução expressiva nas vendas.
Para a situação não ficar ainda mais crítica, justo no melhor período de vendas do ano – o Natal – os lojistas do Camelódromo de Campo Grande decidiram não repassar as altas do dólar até o final de 2012. Quem optar por comprar presentes no centro comercial, segundo a presidente Linda Tufaile, vai se surpreender ao encontrar os valores congelados.
“Alguns chegaram a pagar R$ 2,05 na moeda americana, que há alguns meses estava, em média, R$ 1,80. Mas eles vão arcar com a diferença e continuar praticando os mesmos preços para não perder clientela”, justifica. Os produtos mais vendidos no Camelódromo da Capital, são eletrônicos, artigos de vestuário e brinquedos, vindos principalmente no Paraguai.
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