Entre os países emergentes, o Brasil vai perder para a Índia, Indonésia e China em termos de crescimento econômico anual de 2012 a 2060, segundo projeções da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgados nesta sexta-feira.
A previsão do órgão é que o Brasil cresça a um ritmo médio anual de 2,8% até 2060, enquanto a Índia crescerá a 5,4%, a Indonésia a 4,1% e a China a 4%. Mesmo assim, Brasil ficará acima da Argentina (2,7%) e da Rússia (1,9%) em termos de avanço econômico.
Ainda mais gigante - Ainda segundo o relatório, o tamanho da economia chinesa vai superar a da zona do euro já em 2012, graças a um crescimento que vai seguir sendo muito superior e deve triplicar até 2060. O PIB da China foi 17% do total mundial em 2011, porcentagem equivalente ao da zona do euro, porém ainda inferior aos 23% dos Estados Unidos, lembrou a OCDE.
Mas o PIB do país asiático passará a representar 28% do mundial em 2030, quando os dos outros dois blocos serão reduzidos a 12% e a 18% respectivamente, indicou a OCDE em suas novas previsões para os próximos 50 anos.
A China continuará representando 28% em 2060, quando a eurozona não significará mais do que 9% do PIB global e Estados Unidos 16%, enquanto a Índia terá aumentado seu peso específico a 18%, contra 7% atual e 11% em 2030.
Isso significa que a economia da Índia - que está melhor que a do Japão e passará a da zona do euro em 20 anos - somada à da China, terá deixado para trás, em 25 anos, o conjunto do G7, e em 2060 o conjunto da OCDE.
Esta revolução da geografia econômica mundial se deve à divergência das taxas de progressão econômica, que terão uma média de 2% anual durante os próximos 50 anos nos 34 países da OCDE e de 3,9% no resto do mundo.