O Smiles, programa de fidelidade da Gol Linhas Aéreas, se tornará uma empresa independente até o dia 1º de janeiro de 2013, afirmou nesta quarta-feira (14) o presidente da empresa, Paulo Kakinoff.
Segundo o executivo, o Smiles deixará de ser uma divisão de negócios para ser uma empresa dentro da Gol. "O Smiles será uma empresa independente, nas não necessariamente será um 'spin-off'', afirmou Kakinoff.
O presidente da Gol acrescentou que a companhia ainda está analisando se o Smiles será uma subsidiária da VRG, pessoa jurídica da Gol, ou da Glai, holding e controladora da companhia aérea.
A decisão de fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO) do Smiles ainda não foi tomada. A companhia decidirá sobre o assunto até o fim do primeiro trimestre de 2013.
Uma oferta pública inicial do programa de fidelidade daria novo capital para a Gol em sua luta para reverter as perdas operacionais deste ano devido à desaceleração na demanda doméstica e altos preços dos combustíveis.
"Temos previsto discutir o tema, uma capitalização do Smiles em função dos trabalhos que nós teremos de reestruturação da própria Smiles como empresa independente", disse o presidente-executivo, Paulo Kakinoff, em uma teleconferência com analistas.
"Estimamos que entre abril e maio do ano que vem estaremos pronto para trazer essa discussão ao Conselho, que deverá avaliar a oportunidade de mercado para fazermos um IPO", acrescentou.
A empresa aérea teve prejuízo líquido de R$ 309,4 milhões no terceiro trimestre, devido ao aumento nos preços de combustíveis e taxas aeroportuárias, comparado com uma perda de R$ 517 milhões um ano antes.
O prejuízo antes de juros e impostos (Ebit, na sigla em inglês) somou R$ 200,7 milhões, sobre R$ 75 milhões um ano antes.