Claro e Bradesco fecharam uma parceria que se encaixa num movimento que, hoje, já pode ser considerado natural: a diminuição do uso da cédula monetária. As empresas anunciaram, nesta quinta-feira (22), o lançamento de uma plataforma de pagamento via NFC, um recurso de transmissão de dados entre celulares e aparelhos por aproximação física.
A novidade, inicialmente será exclusiva para os donos de contas prime do banco. A Claro entra com o aplicativo nos aparelhos celulares de seus usuários correntistas do Bradesco. O cliente ainda precisa ter posse de um celular que conte com a tecnologia.
O recurso disponibilizado pela parceria - que opera por intermédio da joint venture Mobile Payment Operator - vai utilizar os pontos de captação da Cielo. São 300 mil máquinas nos pontos de venda que já contam com a tecnologia.
Cartão moedeiro popular
Claro e Bradesco também anunciaram o serviço de um cartão cobranded (moedeiro) que pretende atingir os usuários Claro que não têm uma conta bancária. O recurso funciona como uma conta corrente, que também pode ser movimentada por intermédio do celular.
Com o cartão, que o usuário Claro pode requerer por intermédio do aparelho celular, o cliente faz e recebe depósitos, saques e usa para fazer pagamentos de contas e em estabelecimentos comerciais.
A empresa pretende vender o produto como um cartão pré-pago, onde o usuário faz recargas antecipadamente. O serviço contará com uma tarifação, que ainda não foi definida.
A reinvenção do dinheiro
O movimento de diminuição do uso da cédula foi tema de reportagem de capa da edição 782 da IstoÉ Dinheiro. O texto de Bruno Galo, Claudio Gradilone e Clayton Melo mostra o esforço de companhias como Google, PayPal, Walmart, Amazon, AT&T, Apple, Mastercard, Facebook e Visa - além de empresas de telecomunicação, como Oi, Vivo e Claro - para virtualizar as transferências de valores.