O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou nesta semana a confirmação da existência de marcação priônica (proteína modificada) em amostra de célula de um bovino morto em 2010 no Estado do Paraná, mas descartou a morte da fêmea bovina por Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), popularmente conhecida como "vaca louca", uma vez que os exames apontam que o animal não morreu desta doença.
De acordo com o comunicado oficial do Ministério, trata-se de um caso antigo. Na nota de esclarecimento, o órgão federal ressalta que foi detectado no animal o agente causador da EEB (príon), porém, não manifestou a doença e o animal não morreu por esta causa. “O animal possuía o vírus, mas não manifestou a doença”, explicou a titular da Seprotur ( Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias.
O resultado dos exames realizados por um laboratório da Inglaterra, Animal Health and Veterinary Laboratories Agency, conclui que se trata de um caso antigo de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) e reforça a certeza de que o animal não morreu em decorrência da doença.
O comunicado enfatiza ainda que o episódio não reflete risco algum à saúde pública ou à sanidade animal, considerando que a fêmea bovina não morreu em decorrência da doença.
A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) mantém a classificação do Brasil, e em implicação à de Mato Grosso do Sul, classificada como risco insignificante para EEB, enfatizando que o Brasil não tem indícios da doença. “Mato Grosso do Sul não tem nenhum tipo de preocupação. Assim como os outros Estados brasileiros temos a tranquilidade de que não existe contaminação alguma”, afirma Tereza Cristina ao dizer que o episódio é um caso isolado.
(Com informações do Notícias MS)