O baixo nível de abastecimento das hidrelétricas do país, que exigiu grande despacho de térmicas neste ano, deve aumentar em 4% o custo da energia para os consumidores a partir do ano que vem.
Estudo feito pela Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica) indica que o percentual de redução, prometido pelo governo com a renovação das concessões, de 20%, deve sofrer o impacto desse gasto extra. Ou seja, a redução pode encolher para 16%, ainda depois dos esforços do governo para manter o percentual prometido.
Por causa da seca prolongada no país, deste ano, essas térmicas -que geram energia, mais cara, por meio da queima de combustível ou gás, por exemplo- tiveram de ser despachadas em um nível quatro vezes superior ao do ano passado.
O reflexo desse aumento será percebido pelos consumidores brasileiros em períodos diferentes, uma vez que cada empresa distribuidora de energia aplica seu reajuste em um mês determinado do ano.
A redução prevista pelo governo, por sua vez, já deve começar a ser aplicada em fevereiro.
"Em um primeiro momento as distribuidoras pagam essa conta e depois recebem dos consumidores, quando é feito reajuste tarifário", explicou o presidente da Abradee, Nelson Leite.