Quem padece de falta de tempo – ou de organização – e ainda não providenciou as compras de Natal, deve evitar que a correria desta reta final sirva como álibi para cometer erros que vão comprometer o orçamento do próximo ano.
Pesquisar preços e ter um planejamento orçamentário são regras fundamentais, mesmo diante do pouco tempo. “A gente sabe que tem uma correria, que existe a renda adicional do 13º salário, mas é importante que o consumidor se planeje e defina limite de gastos”, diz Fátima Lemos, assessora técnica da Fundação Procon-SP.
Ao estabelecer quanto pretende gastar, o consumidor não deve se limitar aos presentes. Nesta conta entram ainda os gastos pessoais, como roupa ou acessórios para as festas de fim de ano; itens da ceia de Natal; viagem de férias; além das contas do início do ano, como matrícula de escola, material escolar e impostos como IPVA e IPTU.
Os economistas da Serasa Experian reforçam que no primeiro trimestre há uma pressão maior na renda das famílias e, como consequência, pode ocorrer um descontrole no orçamento que leva ao aumento da inadimplência.
“Se a pessoa conseguir estabelecer limite para esse grupo de gastos, ela não precisa se privar dos seus prazeres. Muitas vezes, o impacto de uma pequena lembrança é tão gostoso de receber que não precisa ter gasto excessivo para isso”, argumenta Fátima.
A sugestão do Procon é que a pessoa vá às compras já sabendo o que pretende comprar e quanto vai gastar com cada item. “Não precisa ser uma coisa engessada, mas é bastante importante definir parâmetro de preços. (...) Quando o consumidor sai a esmo fica mais suscetível a uma oferta que, no momento, parece vantajosa, mas que pode não ser”, comenta Fátima.