O ano de 2012 foi difícil para a balança comercial brasileira. A crise internacional e a desvalorização do câmbio afetaram as exportações e a estimativa do mercado e da Fundação Getulio Vargas (FGV) é de que o saldo comercial virará o ano em US$ 18,2 bilhões, número 38,9% inferior ao superávit de US$ 29,79 bilhões registrado em 2011.
As expectativas para 2013 não são de recuperação, apesar de medidas governamentais destinadas a aumentar a competitividade da indústria como a redução das tarifas de energia e a desoneração da folha de pagamento. A avaliação de economistas e entidades que representam empresários é que se a economia mundial não reagir, será difícil incrementar o superávit mesmo que o Brasil cresça. Eles destacam também a necessidade de tornar os produtos nacionais mais competitivos.
Tanto a economista e pesquisadora da FGV Lia Valls quanto a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), entidade que representa exportadores, estimam superávit comercial de US$ 18 bilhões para o ano de 2012. A AEB também divulgou comunicado fixando em US$ 14,6 bilhões a projeção de superávit comercial para o próximo ano, 20% inferior à de 2012.