A dificuldade dos concessionários brasileiros em aumentar a margem de lucro com a venda de serviços adicionais para carros esbarra em uma questão cultural, de acordo com o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Flavio Meneghetti. Segundo ele, a batalha da Fenabrave tem sido aprender e ensinar aos concessionários como ampliar a lucratividade de serviços que acompanhem as vendas de carros zero quilômetro, a exemplo do que os concessionários norte-americanos já fazem há mais de 15 anos com o chamado F&I.
O F&I é o foco do congresso da National Automobile Dealers Association (NADA) que acontece em Orlando, nos Estados Unidos, e reúne distribuidoras de veículos de todo o mundo. O chamado F&I abrange seguros e outros serviços que não são exatamente a venda de carro, como financiamentos, garantias estendidas e manutenções pré-pagas, mas que geram lucros aos lojistas.
De acordo com Meneghetti, a margem de lucro das distribuidoras no resultado total do negócio no Brasil está entre 1,5% e 2,5%, enquanto nos Estados Unidos fica entre 3,5% e 4,5%, graças às diferentes ofertas de produtos adicionais. Isso inclui a venda do carro em si, acessórios e serviços adicionais.