Foi-se o tempo em que comer fora de casa era sinômino de gastar mais. Hoje, em Campo Grande, o cenário é contrário: graças à inflação dos alimentos e à alta competitividade no setor, almoça melhor pagando menos, quem opta por frequentar os restaurantes.
Pesquisa feita pela Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador (Assert), aponta que, entre 2012 e 2013, o preço médio da refeição fora de casa subiu apenas 2% na Capital, saindo de R$ 23,63 para R$ 24,11.
Ao mesmo passo, a inflação dos alimentos – aquela que o consumidor vê no carrinho do supermercado - na cidade, deu um salto de 12,79%.
Mas aí surge o questionamento: como os restaurantes não estão cobrando mais caro, se os alimentos, principalmente hortifrútis, dispararam no período? “Redução da margem de lucro e readequações nos cardápios”, explica o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Rúbio Sérgio Almeida de Moraes.
Eles têm segurado as pontas para fidelizar clientela, buscado ainda firmar convênios de compra com fornecedores para a aquisição de matéria-prima mais barata. Além disso, usam a criatividade, inovam no cardápio para conquistar aquele que ainda está em casa, pagando caro pela cesta básica.
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