Os empregos gerados pelos shopping centers no Brasil em 2012 voltaram a crescer aos níveis pré-crise financeira mundial de 2008. A alta foi de 13,1%, para 877 mil postos de trabalho, segundo dados consolidados pelo setor.
Uma das explicações é o maior número desse tipo de empreendimento no país hoje, 457. Em 2008, eram 376. No período, a expansão foi de 21,5%, com destaque em 2012 (6,3%). Até 2014, serão mais 70 centros no Brasil.
"Nossa expectativa para 2013 é que o número de empregos gerados nos shoppings do Brasil alcance 1 milhão", disse o presidente da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), Luiz Fernando Veiga.
Em 2012, os shoppings contribuíram para o aumento da participação do setor de serviços no PIB (Produto Interno Bruto). Os empregos gerados mantiveram a renda e ajudaram a manter o consumo das famílias.
No ano, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) liberou volume recorde para o setor: R$ 1 bilhão em quase 500 operações. Em 2010, foram R$ 360 milhões. Para 2013, o banco deve desembolsar mais R$ 1 bilhão.
Por trás dos números, estão a consolidação de grupos investidores e aportes de capital estrangeiro. Junto ao crescimento econômico e à ascensão social das famílias, eles são responsáveis por construir novos centros.
As seis empresas administradoras de shopping centers listadas na bolsa --Aliansce, BRMalls, General Shopping, Iguatemi, Multiplan e Sonae Sierra-- têm, juntas, 137 empreendimentos espalhados pelo país.