A presidente da Petrobras, Graça Foster, voltou a defender hoje a política de reajuste de preços adotada pela companhia e descartou qualquer interferência do governo para segurar novos aumentos de combustível e evitar impacto na inflação. Negou que o governo esteja fazendo "qualquer mal para a Petrobras".
"Quando os investidores optam pelas ações da Petrobras, sabem que a companhia tem capital aberta e tem o governo brasileiro como seu controlador." Ressaltou que não existe governo "de esquerda, de direita nem de centro" que fará "qualquer mal" à companhia, que é "extremamente importante para a economia do país".
Durante palestra a alunos na FGV (Fundação Getúlio Vargas), em São Paulo, Foster disse que em dez meses houve quatro reajustes de preços e que a discussão sobre desempenho operacional e financeiro da companhia é feito no conselho de administração da companhia, presidido pelo ministro Guido Mantega (Fazenda), mas com representantes dos minoritários.
"Aumentar o diesel 21,9%, não é pouco não. A gasolina em 14,9%, não é pouco não", disse. Também ressaltou que a empresa mantém investimentos em quatro refinarias e que em breve deve investir em outras duas.
"Não podemos considerar a possibilidade de a inflação destruir o poder de consumo de vocês, nosso poder de consumo. Precisamos do poder de consumo", disse.