O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem (25) que a inflação vai voltar a cair no país, mas só o Banco Central pode dizer a partir de quando.
A declaração foi dada após encontro com empresários de São Paulo, na sede da Fiesp (federação das indústrias), ao ser questionado sobre a afirmação do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel -em entrevista ao "Poder e Política", programa da Folha de S.Paulo e do UOL-, de que o Brasil tem uma "inflação de base" renitente "entre 5% e 6%" -acima, portanto, da meta do BC (4,5%).
"Este ano não está previsto seca, nem nos EUA nem no Brasil. O preço das commodities já está caindo. O preço dos alimentos no atacado já está caindo. Nós estamos com inflação descendente no país", afirmou.
Ao ser questionado a partir de quando a inflação cairia Mantega foi categórico: "Tem de perguntar para o BC".
"A inflação vai cair no Brasil. No passado, tivemos problemas principalmente com commodities. O problema veio de fora, os preços se elevaram muito. Tivemos seca nos EUA, no Brasil. E nós tivemos mudança cambial no ano passado que criou inflação momentânea naquele ano. Portanto, temos condições perfeitas para reduzir inflação no país", afirmou o ministro.
Mantega também afirmou que o juro real no Brasil "é um dos mais baixos" dos últimos tempos. "Hoje, deve ser em torno de 1,5%, mas já foi mais de 10%. Estamos com menor custo financeiro de todos os tempos".
Destacou ainda que oscilações de curto prazo "sempre haverão".
"Estou falando de juro para investimento para longo prazo. É um juro muito favorável para reduzir o custo financeiro e para estimular investimentos".